Quem é Gorete Pereira, deputada que usará tornozeleira após operação sobre fraudes no INSS
Parlamentar do MDB-CE é alvo de busca e apreensão e terá de usar tornozeleira eletrônica por decisão do STF, após investigação sobre descontos indevidos em benefícios previdenciários.
A deputada federal Gorete Pereira (MDB-CE) foi alvo de busca e apreensão nesta terça-feira (17), durante a Operação Indébito, deflagrada pela Polícia Federal (PF).
A ação é um desdobramento da Operação Sem Desconto, que visa um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em milhares de aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), determinou também o uso de tornozeleira eletrônica pelo parlamentar.
Procurada pelo Estadão, Gorete Pereira não se manifestou até o momento. O espaço fica aberto para sua resposta.
Aos 73 anos, Gorete Pereira nasceu em Juazeiro do Norte (CE). Graduado em Fisioterapia na década de 1970 e fez pós-graduação em Tecnologia Educacional nos anos 1980, ambos pela Universidade de Fortaleza (Unifor), onde também lecionou entre 1976 e 2002.
Ela atuou nas secretarias de Saúde de Fortaleza (1981 a 2002) e do Estado do Ceará (1985 a 2000), conforme informações da Câmara dos Deputados.
Antes de chegar ao Congresso, Gorete foi vereadora de Fortaleza (1988-1994) e deputada estadual pelo Ceará (1994-2002).
Atualmente, exerce mandato como suplente desde 29 de dezembro do ano passado, ocupando a vaga de Yury do Paredão (MDB-CE). No início de 2024, filiou-se ao MDB.
Na semana passada, a Câmara aprovou projeto de sua autoria que regulamenta a venda e o uso de aerossóis de extratos vegetais, como spray de pimenta, por mulheres a partir de 16 anos para defesa pessoal. O texto segue para o Senado.
Desdobramentos da operação
No âmbito da Operação Indébito, policiais federais e auditores da Controladoria-Geral da União (CGU) cumprem 19 mandatos de busca e apreensão, dois de prisão e outras medidas cautelares no Ceará e no Distrito Federal.
O objetivo é apurar crimes como inserção de dados falsos em sistemas oficiais, organização criminosa, estelionato previdenciário e ocultação e dilapidação de patrimônio.