Ratinho reafirma críticas a Erika Hilton e diz que não vai mudar opinião
Apresentador mantém posicionamento após pedidos de investigação por transfobia e ação do MPF
Carlos Massa, o Ratinho , voltou a se manifestar nesta segunda-feira (16) sobre uma polêmica envolvendo a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). O apresentador afirmou que não irá mudar de opinião, mesmo após um parlamentar solicitar ao Ministério Público Federal (MPF) investigação por transfobia e danos morais coletivos, além de pedir ao Ministério das Comunicações a suspensão do programa do SBT por 30 dias.
Ratinho relatou ter recebido milhares de mensagens e agradeceu o apoio. Para ele, foi alvo de "patrulhamento". “Nos tempos atuais, quem fala a verdade pode ser vítima de patrulhamento e lacração, o que no meu tempo não tinha”, declarou.
Em seguida, Ratinho reforçou que não mudará sua postura: "Não vou mudar o meu jeito de ser para gostar de quem quer que seja. Fica o recado. Eu não vou mudar", afirmou.
A polêmica começou na última quarta-feira (11), quando, após Erika Hilton ser eleita presidente da Comissão da Mulher na Câmara, Ratinho questionou ao vivo a indicação da deputada: "Ela não é mulher, ela é trans. Será que ela entende dos problemas e desafios de uma pessoa que nasceu mulher? Porque não é fácil ser mulher", disse.
A deputada reagiu com pedidos de investigação. “Eu sou e sempre serei uma mulher”, respondeu Erika Hilton.
O MPF do Rio Grande do Sul ingressou com ação civil contra Ratinho, solicitando indenização de R$ 10 milhões. Segundo o órgão, houve discurso de ódio e desumanização da identidade de gênero da comunidade LGBT+ por parte do apresentador.
Ratinho reafirmou sua posição nas redes sociais: "Defendendo a população trans, mas também defendendo o direito de questionar quem governa. Crítica política, gente, não é preconceito, é jornalismo. E não vou ficar em silêncio."
No documento apresentado por Erika Hilton, a deputada argumentou que a veiculação desse tipo de conteúdo em televisão aberta "viola os princípios constitucionais que regem a radiodifusão, especialmente o dever de respeito aos valores éticos e sociais da pessoa".
A representação também destaca que o uso de concessão pública para disseminar discurso discriminatório “pode configurar abuso no exercício da liberdade de radiodifusão”.
Em nota, o Ministério das Comunicações informou que a manifestação será comprovada pela equipe técnica da Secretaria de Radiodifusão (Serad), acompanhando os trâmites administrativos e legais cabíveis. "O Ministério das Comunicações reafirma seu compromisso com a transparência, o diálogo institucional e o cumprimento específico da legislação vigente."
O SBT, procurado, declarou em nota que repudia “qualquer tipo de discriminação e preconceito, que é o oposto dos princípios e valores da empresa”. A emissora acrescentou que as declarações do apresentador "não representam a opinião da emissora e estão sendo recomendações pela direção da empresa, que tratará do tema internamente a fim de que nossos valores sejam respeitados por todos os colaboradores".