XADREZ ELEITORAL

Entre Flávio e Renan, JHC vira centro de uma guerra silenciosa pela eleição de outubro

Com aval atribuído a Flávio Bolsonaro, grupo político ensaia composição com Davi Davino Filho, Arthur Lira e Alfredo Gaspar, enquanto Marina Cândia e Eudócia aparecem nas conversas sobre suplência

Por Redação Publicado em 16/03/2026 às 22:05
João Henrique Caldas, Arthur Lira, Alfredo Gaspar e Davi Davino Foto ilustrada auxiliada por IA

O cenário político de Alagoas ganhou novos ingredientes nesta segunda-feira (16) após a publicação do texto “JHC joga altíssimo”, assinado pelo jornalista Wadson Régis, no qual são relatadas movimentações de bastidor envolvendo o prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (JHC), e possíveis articulações para a eleição de 2026.

No texto, Wadson Régis afirma ter recebido informação de fonte que considera confiável segundo a qual JHC estaria em Brasília, onde teria se reunido com Flávio Bolsonaro. De acordo com a narrativa publicada pelo jornalista, o prefeito teria dito que será candidato ao Governo de Alagoas, tendo Davi Davino Filho como nome para vice-governador.

Ainda segundo o texto de Wadson Régis, a maior surpresa da conversa seria a intenção de incluir a esposa de JHC, Marina Cândia, como um dos nomes ao Senado, enquanto a outra vaga na chapa seria destinada a Arthur Lira. O jornalista acrescenta que Flávio Bolsonaro teria levado a composição para discussão com Arthur Lira e Alfredo Gaspar de Mendonça, este último também citado como peça importante no tabuleiro de 2026.

Wadson Régis afirma no artigo que tentou contato com JHC e com interlocutores próximos ao prefeito, mas não obteve resposta. Mesmo assim, sustenta integral confiança na fonte que lhe repassou as informações. Ao final, adota tom de alerta político e escreve que “quem joga alto, arrisca. E quem arrisca, corre risco”.

Bastidores da Tribuna do Sertão apontam outra composição
Além do conteúdo publicado por Wadson Régis, fonte ouvida pela Tribuna do Sertão informou que, nos bastidores, a chapa em formação dentro desse grupo político estaria sendo desenhada com a seguinte composição: JHC para governador, Davi Davino Filho para vice-governador e os nomes de Arthur Lira e Alfredo Gaspar de Mendonça para as duas vagas ao Senado.

Ainda conforme a mesma fonte, o grupo também discute nomes para a suplência de senador, entre eles a mãe de JHC, a atual senadora Eudócia Caldas, e, em outra hipótese, a própria Marina Cândia.


Projeto nacional e planos futuros


Segundo apuração obtida pela Tribuna do Sertão junto a fontes ligadas ao núcleo político da Prefeitura de Maceió, o projeto desse grupo teria o aval de Flávio Bolsonaro e envolveria um desenho político mais amplo. Nesse cenário, Alfredo Gaspar, se eleito senador, poderia vir a assumir futuramente o Ministério da Justiça, caso Flávio Bolsonaro chegasse à Presidência da República. Na mesma linha de especulação, o nome de Gaspar também seria cogitado, mais adiante, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal.


Entre bastidores e especulações


Apesar da intensidade das informações que circulam nos bastidores, não há até o momento confirmação oficial por parte de JHC, de Arthur Lira, de Alfredo Gaspar, de Davi Davino Filho ou de Flávio Bolsonaro sobre a eventual composição da chapa.

Nos meios políticos, contudo, a leitura é de que a movimentação ganhou ainda mais peso depois das declarações do senador Renan Calheiros, que nesta segunda-feira convidou publicamente JHC para se filiar ao MDB, gesto interpretado como tentativa de atração de um dos principais nomes do tabuleiro alagoano para outro campo de aliança.

Com isso, o ambiente político estadual entra em nova ebulição, misturando fatos, sinais públicos e fortes especulações de bastidor em torno de uma disputa que promete redesenhar o mapa de poder em Alagoas em 2026.