Paim reforça defesa da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6x1
Senador cita pesquisa Datafolha e destaca que proposta busca promover mais qualidade de vida e valorização do trabalhador
O senador Paulo Paim (PT-RS) voltou a defender, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (16), a necessidade de ampliar o debate sobre a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1 — regime em que o trabalhador atua por seis dias consecutivos e folga um. Paim citou pesquisa do Instituto Datafolha que aponta que 71% dos brasileiros apoiam a diminuição do número de dias trabalhados por semana, sem redução salarial .
O parlamentar ressaltou que o tema envolve questões fundamentais como qualidade de vida, direito ao descanso e equilíbrio entre produção e dignidade do trabalhador.
— A pesquisa do Datafolha revela outro dado importante: mesmo entre aqueles que trabalham seis ou sete dias por semana, 68% apoiam a redução da jornada. Ou seja, até mesmo quem vive na pele as jornadas mais duras regularmente que algo precisa mudar. Entre os que trabalham até cinco dias por semana, o apoio é ainda maior: 76%. Essas pessoas já aderiram à jornada 5x2, mas entendem que ela deve ser contínua a outros trabalhadores. Isso demonstra que não estamos diante de um tema ideológico ou partidário; estamos diante de uma demanda social crescente — destacado o senador.
Paim lembrou ser autor da PEC 148/2015 , proposta de emenda à Constituição que prevê a redução da jornada semanal de 44 para 36 horas. A medida já foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ) e aprovada votação no Plenário da Casa.
— A proposta que apresenta diálogo com esta realidade: buscar reduzir a jornada de trabalho, preservar as atualizações e fortalecer, sim, a negociação coletiva, garantindo que os avanços ocorram com responsabilidade social e equilíbrio econômico. Não se trata de retirar direito de quem produz, muito pelo contrário, trata-se de valorizar o trabalho humano. Sempre digo que o trabalho não pode ser apenas um instrumento de sobrevivência — concluiu Paim.