INVESTIGAÇÃO POLICIAL

Eduardo Bolsonaro tem 15 dias para apresentar defesa à PF por possível abandono de cargo

Ex-deputado federal é alvo de processo administrativo por faltas injustificadas como escrivão da Polícia Federal em Angra dos Reis (RJ).

Publicado em 16/03/2026 às 12:15
Eduardo Bolsonaro tem 15 dias para apresentar defesa à PF por possível abandono de cargo Reprodução / Instagram

A Polícia Federal (PF) citou formalmente o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nesta segunda-feira, 16, em um processo administrativo que apura possível abandono da carga de escrita na delegacia da corporação em Angra dos Reis (RJ), devido à ausência no trabalho. A citação foi publicada no Diário Oficial da União (DOU). Agora, o filho “03” do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) terá 15 dias para apresentar sua defesa.

O processo, conduzido pela delegada Karen Cristina Dunder, informa que Eduardo Bolsonaro está “atualmente em lugar incerto e não sabido”. A administração da PF afirma não conseguir localizá-lo para entregar uma notificação pessoalmente e, por esse motivo, fez uma citação pública no Diário Oficial da União.

O ex-deputado é alvo de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), instaurado em 27 de janeiro deste ano, para apurar faltas injustificadas ao trabalho. Em fevereiro, Eduardo foi retirado preventivamente da carga de escrivão e deveria ter entregue sua arma de fogo e carteira funcional.

Após perder o mandato do deputado federal, em dezembro do ano passado, a PF convocou Eduardo Bolsonaro para reassumir sua carga pública, conquistada por concurso em 2010. Como ele está nos Estados Unidos desde o início de 2023, não compareceu ao trabalho, motivando a abertura do processo. Ao final do procedimento, ele pode perder o posto.

No fim do ano passado, a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou denúncia contra Eduardo Bolsonaro, acusando-o de coação no curso do processo referente à trama golpista, em que seu pai foi condenado por tentativa de golpe de Estado para permanecer no poder após as eleições de 2022.

A PGR revelou que Eduardo atuou para buscar avaliações dos Estados Unidos contra o Brasil durante o julgamento da ação contra seu pai. O Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar o caso mesmo com sua ausência do país.