ELEIÇÕES 2026

Ratinho Júnior, Ronaldo Caiado e Eduardo Leite anunciam primeiras medidas em caso de vitória presidencial

Governadores revelam propostas prioritárias caso assumam a Presidência, com foco em fim da reeleição, descentralização e combate ao crime organizado.

Publicado em 15/03/2026 às 21:36
Ratinho Júnior, Ronaldo Caiado e Eduardo Leite anunciam primeiras medidas em caso de vitória presidencial Reprodução

Os governadores e pré-candidatos à Presidência Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), Ratinho Júnior (Paraná) e Ronaldo Caiado (Goiás) detalharam suas primeiras medidas caso sejam eleitos, durante entrevista ao programa Canal Livre, da TV Band.

Eduardo Leite destacou que, se eleito, irá propor o fim da reeleição para cargos do Executivo como seu primeiro ato na Presidência. Para ele, a medida busca pacificar o país e criar um "ambiente de mínimo respeito e convergência". "Não tenho a ambição de fazer com que todos os brasileiros pensem igual. Quero que estejam unidos no mesmo propósito", afirmou, criticando a polarização política.

Leite acrescentou: "Para criar um ambiente melhor, encaminharia, logo no início do governo, uma emenda para acabar com a reeleição do presidente da República. Peço que me ajudem nas transformações que o país precisa, sem me ver como obstáculo para a próxima eleição".

Ratinho Júnior, por sua vez, defendeu a descentralização do poder federal e afirmou que pretende enviar ao Congresso uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para transferir aos Estados o direito de legislar sobre crimes contra a vida. "A centralização do poder em Brasília é um dos grandes erros do Brasil, não só na segurança, mas em diversas áreas. Acredito que as mudanças devem partir dos municípios e dos Estados", declarou o governador do Paraná.

Já Ronaldo Caiado afirmou que sua primeira ação seria enviar ao Congresso uma PEC para reconhecer o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas, a exemplo do que defendem os Estados Unidos. O governador de Goiás criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por se posicionar contra a medida, chamando-o de "embaixador de facções" durante a entrevista.

"Essas facções se apoderaram das estruturas de poder a ponto de se tornarem inatingíveis. Muitos governantes pensam: 'Vou mexer com isso? Depois de deixar o governo, estarei na mira desse pessoal.' Isso acontece porque o governo federal tem sido complacente e conivente com as facções", afirmou Caiado.