SEGURANÇA REFORÇADA

Flávio Bolsonaro utiliza colete à prova de balas durante ato na Avenida Paulista

Senador e pré-candidato à Presidência reforça esquema de proteção em manifestação em São Paulo após recomendações de sua equipe e da Polícia Federal.

Publicado em 01/03/2026 às 21:16
Flávio Bolsonaro Reprodução / Instagram

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, participou neste domingo, 1º, de manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, com segurança reforçada e vestindo um colete à prova de balas.

Flávio chegou ao ato parando em uma das vias laterais da avenida e seguiu a pé até o trio elétrico principal, acompanhado por aliados como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). O palco central do evento estava localizado na altura do Masp.

Em conversa com jornalistas do Estadão/Broadcast Político, Flávio explicou que optou pelo colete devido aos riscos à sua segurança. Segundo sua assessoria de imprensa, a medida foi recomendada pela própria equipe responsável pela proteção do pré-candidato. Um agente da Polícia Federal que acompanhava o senador confirmou que a decisão foi motivada por "ameaça real de fogo".

O episódio remete ao atentado sofrido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante a campanha eleitoral de 2018, quando foi esfaqueado em Juiz de Fora (MG) enquanto era candidato à Presidência pelo PSL. Jair Bolsonaro foi hospitalizado no dia do ataque e ainda enfrenta complicações decorrentes do episódio.

Flávio Bolsonaro foi o último a discursar na manifestação deste domingo. Em sua fala, que durou cerca de 15 minutos, afirmou que, caso vença as eleições de outubro, Jair Bolsonaro — atualmente preso na Papudinha sob acusação de trama golpista — subirá a rampa do Palácio do Planalto em janeiro de 2027.

Durante o discurso, Flávio também fez críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), acenou ao público feminino, elogiou o programa Bolsa Família, defendeu o pai e manifestou intenção de avançar com pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em 2027, com um novo Parlamento.

O foco em eleitores de baixa renda e no público feminino busca responder a pesquisas recentes, que apontam maior resistência desses segmentos à candidatura de Flávio ao Palácio do Planalto.