LEVANTAMENTO ACADÊMICO

Relatório do Monitor USP/Cebrap estima 20,4 mil pessoas em ato da direita na Paulista

Manifestação convocada por apoiadores de Jair Bolsonaro reuniu público estimado por método científico com uso de inteligência artificial.

Publicado em 01/03/2026 às 18:28
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O Monitor do Debate Político da Universidade de São Paulo (USP) e o Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), em parceria com a organização More in Common, divulgaram um relatório que estima em 20,4 mil o número de pessoas presentes na manifestação convocada por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), realizada na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo, 1º de março. Segundo o levantamento, a margem de erro é de 12%.

De acordo com os responsáveis pelo estudo, a estimativa varia entre 18 mil e 22,9 mil participantes no horário de pico da manifestação, registrado às 15h53.

O relatório detalha que foram feitas fotografias em cinco horários distintos (13h58, 14h40, 15h16, 15h53 e 16h35), sendo que oito imagens capturadas às 15h53 foram selecionadas para análise.

Os autores explicam que o método empregado, denominado Point to Point Network (P2PNet), foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Chequião, na China, em colaboração com a empresa Tencent.

O documento informa que o software foi treinado com um conjunto de fotos de multidões, anotadas manualmente pela Universidade de Xangai, além de outro conjunto de imagens brasileiras anotadas pela USP.

Segundo os autores, o método alcança precisão de 72,9% e acurácia de 69,5% na identificação individual, com erro absoluto médio de 12% para grupos acima de 500 pessoas.

"No método, um drone captura imagens aéreas da multidão e o software analisa essas fotos para identificar e marcar automaticamente as cabeças das pessoas. Utilizando inteligência artificial, o sistema localiza cada indivíduo e contabiliza os pontos presentes nas imagens. Esse processo garante uma contagem precisa, mesmo em áreas de alta densidade populacional", destaca o relatório.