Flávio Bolsonaro acusa artistas e imprensa de atuarem pelo desarmamento da população
Durante evento em São Paulo, senador defende armamento civil, endurecimento das leis penais e critica governo Lula
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, afirmou nesta sexta-feira (27) que a imprensa e artistas atuam para desarmar a população brasileira.
"Lá em 2005, no referendo do desarmamento, pouquíssimas pessoas do lado da política defenderam o direito à legítima defesa, defenderam a vida. Do outro lado, artistas, imprensa, tudo que você possa imaginar, para desarmar o povo, tirar esse instrumento de defesa da vida, da propriedade, da família", declarou durante evento em São Paulo.
O senador voltou a defender o endurecimento das leis penais e a construção de presídios como medidas para enfrentar a crise de segurança pública.
"O que cada um de nós vai defender este ano nas ruas é se o Brasil vai seguir o caminho da prosperidade, com leis penais mais duras, com criminosos perigosos ficando mais tempo presos, com construção de presídios, com tratamento às mulheres com o rigor da lei. Não adianta covarde que bate em mulher ficar solto. Muitas vezes assassinos de mulheres não ficam presos, ou recebem benefícios", afirmou.
Flávio também cobrou a sanção integral do projeto de lei antifacção: "Vamos ver se o presidente da República vai sancionar integralmente, de que lado ele está, do lado da vítima ou do lado dos bandidos", disse.
Críticas ao presidente Lula
No evento, Flávio Bolsonaro elevou o tom e chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de "Filho de Gepeto", em referência ao personagem Pinóquio, conhecido por mentir.
"O PT passou 17 anos nos últimos 23 governando esse País. Será que você vai querer continuar vivendo desse jeito, acreditando em mentiroso, em filho de Gepeto? Ninguém suporta mais isso", declarou.
Declarações sobre vacinas
O senador afirmou ainda que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), apoiou a vacinação contra a Covid-19. No entanto, Jair Bolsonaro foi crítico às vacinas e chegou a dizer que seria problema das pessoas se "virassem jacaré" após a imunização.
"Dizem que Bolsonaro não gosta de pobre. O presidente Bolsonaro sustentou este País com o peito e na raça, garantindo assistência, vacina para todo mundo", afirmou Flávio.
Ele voltou a associar a eleição de Lula ao apoio de criminosos: "O presidente Lula, quando é declarado eleito, os presídios se manifestam. Quem está nos assistindo, você quer ficar ao lado de estupradores, assassinos, sequestradores, ladrões de celulares que comemoram a declaração de eleição do atual presidente da República?", questionou à plateia.
Críticas à economia e elogios ao pai
O senador também criticou a gestão das estatais e a condução da economia pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad: "O pior prefeito da história de São Paulo, 'Taxad', não pode ver um bolso de alguém que já quer taxar. É inacreditável o massacre que ele faz sobre os contribuintes, castigando o povo trabalhador com o aumento de imposto toda hora. Mais de 37 impostos aumentados ou criados em três anos pelo mundo e agora mais um", disse.
Flávio Bolsonaro ainda elogiou o governo do pai e defendeu a necessidade de honrar "Bolsonaro e as pessoas que foram perseguidas".
O senador participou de uma sessão solene de outorga do Colar de Honra ao Mérito Legislativo do Estado de São Paulo ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto. O evento contou ainda com a presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB).