CONFUSÃO

Troca de socos e empurrões marcam sessão da CPMI do INSS após quebra de sigilo de Lulinha

Confusão generalizada tomou conta da comissão, com gritos, xingamentos e agressões físicas; reunião foi suspensa por 15 minutos.

Por Redação Publicado em 26/02/2026 às 13:19
Troca de socos e empurrões marcam sessão da CPMI do INSS após quebra de sigilo de Lulinha

Brasília — O que deveria ser mais uma etapa dos trabalhos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) terminou em cena de confronto físico nesta quinta-feira (26), na Câmara dos Deputados. A aprovação de requerimentos que incluíram a quebra de sigilo de Fabio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), desencadeou um tumulto que evoluiu para empurrões e troca de socos entre parlamentares.

A votação acirrou o clima já tensionado no colegiado. Parlamentares da base governista reagiram de imediato à aprovação do requerimento, classificando a medida como provocação política. Em resposta, deputados da oposição defenderam que a comissão tem o dever de investigar todos os fatos e personagens eventualmente relacionados às irregularidades sob apuração.

Confronto físico no plenário


Após a confirmação da aprovação, integrantes da ala governista se dirigiram à mesa da presidência da comissão em protesto. O embate verbal rapidamente saiu do controle. Gritos, xingamentos e acusações cruzadas deram lugar a empurrões, agressões físicas e troca de socos entre parlamentares.

Imagens e relatos de bastidores apontam que assessores e seguranças precisaram intervir para evitar que a situação se agravasse ainda mais. Diante do cenário caótico, a presidência da CPMI suspendeu a sessão por 15 minutos para restabelecer a ordem.

Investigação sob forte polarização


A CPMI foi criada para investigar um esquema de fraudes no INSS, envolvendo supostas irregularidades na concessão de benefícios previdenciários. No entanto, desde sua instalação, a comissão se tornou palco de intensos embates políticos entre governo e oposição.

A inclusão do nome de Lulinha na lista de requerimentos ampliou o nível de tensão. Governistas acusam a oposição de tentar transformar a investigação em instrumento de desgaste político do presidente. Já a oposição sustenta que não pode haver blindagem a ninguém e que todos os vínculos devem ser apurados.

Clima de radicalização


O episódio desta quinta-feira expõe o grau de radicalização no Congresso Nacional. A troca de agressões físicas dentro de uma comissão parlamentar evidencia o ambiente de extrema polarização que domina os debates políticos em Brasília.

Mesmo com a suspensão temporária, os requerimentos aprovados seguem válidos, e a CPMI deverá continuar seus trabalhos. A expectativa é de novas sessões sob clima tenso, com embates que podem novamente ultrapassar os limites do debate político e institucional.