Esperidião Amin mantém pré-candidatura ao Senado após definição do PL por Carlos e Caroline de Toni
Apesar de acordo frustrado entre PL e PP, senador reafirma intenção de concorrer por Santa Catarina. Decisão do PL favorece Carlos Bolsonaro e Caroline de Toni.
O senador Esperidião Amin (PP-SC) reafirmou sua pré-candidatura ao Senado por Santa Catarina, mesmo após o Partido Liberal (PL) anunciar que não irá apoiá-lo na disputa. A confirmação foi feita em um vídeo publicado em suas redes sociais nesta quarta-feira, 25.
“Com muita humildade, com muita determinação e com respeito a essa decisão, eu quero dizer: eu pertenço a Santa Catarina. Por isso, sou pré-candidato a senador de Santa Catarina, por Santa Catarina e para Santa Catarina, para ajudar o Brasil a conhecer cada vez mais e adotar o modelo da nossa gente. Com isso, o nosso país vai melhorar”, declarou o parlamentar.
No mesmo dia, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, anunciou que o ex-vereador do Rio Carlos Bolsonaro e a deputada federal Caroline de Toni serão os nomes do PL na disputa pelo Senado em Santa Catarina.
Os presidentes do PL, Valdemar Costa Neto, e do PP, Ciro Nogueira, haviam negociado um acordo para lançar uma chapa conjunta, inicialmente formada por De Toni e Amin. No entanto, a entrada de Carlos Bolsonaro na disputa levou a deputada Caroline de Toni a cogitar deixar o PL, recebendo apoio público da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Caroline de Toni também oficializou sua pré-candidatura em vídeo, destacando o alívio após a definição. “Finalmente tivemos essa confirmação e garantia pública do pré-candidato Flávio Bolsonaro, numa ampla reunião com mais de cem deputados do PL, com a presença do presidente do partido e do governador Jorginho Mello, todos confirmando essa intenção. Estou muito aliviada de ter finalizado essa situação e poder ser pré-candidata para representar Santa Catarina no Congresso”, afirmou.
Até o momento, representantes do grupo bolsonarista não esclareceram como ficará a relação com Esperidião Amin, que agora está fora da aliança. A decisão rompe o acordo entre PL e a federação União-PP, que previa o apoio mútuo a um candidato de cada partido.
Valdemar Costa Neto defendia uma solução que mantivesse Amin na chapa, mas a imposição de Carlos Bolsonaro, a pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro, e o crescimento de De Toni nas pesquisas dificultaram a manutenção do acordo.
Atritos e reconciliação na família Bolsonaro
Após desentendimentos internos, Flávio Bolsonaro destacou a participação de Michelle Bolsonaro nas deliberações. A ex-primeira-dama demonstrou incômodo por não ter sido consultada sobre a escolha do nome para representar o bolsonarismo no Senado.
Michelle também protagonizou embates públicos com o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Ele afirmou que a madrasta tinha “amnésia”, e ela respondeu de forma indireta, publicando uma receita de banana frita nas redes sociais. O apelido pejorativo “bananinha”, atribuído a Eduardo por adversários políticos, voltou à tona quando o deputado republicou a mensagem de um seguidor: “Continuem fritando banana enquanto Flávio e Eduardo estão trabalhando duro para resgatar o país.”