Esperidião Amin defende anistia e CPI para investigar Banco Master
Senador afirma que anistia é instrumento de pacificação e cobra investigação urgente sobre denúncias envolvendo o Banco Master
O senador Esperidião Amin (PP-SC) defendeu a tramitação do projeto de lei que trata da anistia para condenados pelos atos de 8 de janeiro (PL 5.064/2023). Em pronunciamento no Plenário, ele destacou que a continuidade da análise da proposta permitirá um debate público sobre o alcance da medida. Amin ressaltou que a anistia deve ser vista como um instrumento de pacificação nacional, e não de impunidade.
— Anistia não é impunidade, anistia é perdão. Até a Venezuela, com todas as suas dificuldades políticas e sociais, está apreciando um projeto de anistia, porque é um recomeço para o país. Sem anistia, o país não tem condições de dialogar. A democracia exige isso — afirmou o senador.
Além disso, Esperidião Amin defendeu a instalação de comissões parlamentares de inquérito (CPIs) para apurar as denúncias relacionadas ao Banco Master. Segundo o parlamentar, já existem três requerimentos de CPI, tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado, com quórum suficiente para avançar. Ele enfatizou que a investigação precisa ocorrer antes do período eleitoral, garantindo transparência e evitando que provas deixem de ser analisadas.
— Temos a obrigação de despachar os pedidos de CPI. Quanto mais retardarmos agora, mais afobados estaremos em junho ou julho, caso a apuração fique inconclusa, abrindo margem para distorções. É fundamental que o Congresso acorde e atenda ao país, apurando esse escândalo imensurável. Precisamos saber o tamanho do estrago e identificar os responsáveis, para apresentar na campanha eleitoral o atestado de que não nos omitimos, o que é tão grave quanto participar de uma fraude dessas — concluiu.