SAÚDE PÚBLICA

CDH aprova inclusão da vacina contra herpes-zóster no calendário do SUS

Proposta amplia acesso à imunização para pessoas a partir de 50 anos e imunossuprimidos. Projeto segue para análise da Comissão de Assuntos Sociais.

Publicado em 25/02/2026 às 13:24
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

A vacina contra herpes-zóster poderá ser incorporada ao calendário nacional de imunização do Sistema Único de Saúde (SUS). A Comissão de Direitos Humanos (CDH) aprovou, nesta quarta-feira (25), o projeto que propõe a medida. De autoria da senadora Dra. Eudócia (PL-AL), o PL 4.426/2025 recebeu parecer favorável da relatora, senadora Mara Gabrilli (PSD-SP), que apresentou um texto alternativo. Agora, a matéria segue para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

Segundo o Ministério da Saúde, a herpes-zóster é provocada pelo vírus varicela-zóster — o mesmo responsável pela catapora. Após a infecção inicial, o vírus pode permanecer inativo por toda a vida e ser reativado em adultos ou pessoas com o sistema imunológico comprometido, como portadores de doenças crônicas (hipertensão, diabetes), câncer ou transplantados.

A doença manifesta-se por lesões cutâneas, geralmente antecedidas por sintomas como dor nos nervos, ardor, coceira, dor de cabeça, formigamento e febre. Entre as principais formas de prevenção estão a vacinação, a higienização das mãos após contato com as lesões e o isolamento do paciente.

O texto original do projeto previa a oferta da vacina no SUS para idosos a partir de 60 anos. Contudo, o substitutivo apresentado por Mara Gabrilli reduz a idade para 50 anos e inclui também pessoas maiores de 18 anos com imunossupressão ou outras condições clínicas que comprometam o sistema imunológico.

A senadora destacou a importância das alterações, ressaltando que o vírus pode se manifestar a partir dos 50 anos e atingir adultos mais jovens com imunossupressão. Ela afirmou que a ampliação do público-alvo fortalece a prevenção, amplia a proteção dos grupos vulneráveis e contribui para a redução de hospitalizações e complicações evitáveis.

Mara Gabrilli também citou dados da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), que apontam alta eficácia da vacina nos grupos contemplados pela proposta.

“Para esses grupos, a imunização tem potencial de evitar episódios graves e reduzir o tratamento de sequelas dolorosas e persistentes, com benefícios diretos para a qualidade de vida e para a racionalização dos gastos no SUS”, explicou a senadora.

Para a presidente da CDH, senadora Damares Alves (Republicanos-DF), a aprovação representa um avanço na proteção dos idosos brasileiros.

“Apesar de ser cara, a gente lá na frente pode evitar hospitalização, a gente pode ajudar na economia porque as pessoas não vão ficar afastadas do trabalho, essa é uma medida acertada”, avaliou Damares.