ESCÂNDALO DO IPREV MACEIÓ

Rui Palmeira sobe o tom e cobra investigação sobre recursos aplicados no “Banco Master” em Maceió

Vereador afirma que Maceió foi o município que mais aplicou recursos no Master, classifica operação como irresponsável e cobra investigação da Polícia Federal

Por Redação Publicado em 25/02/2026 às 13:31
Rui Palmeira sobe o tom e cobra investigação sobre recursos aplicados no “Banco Master” em Maceió

O vereador Rui Palmeira fez duras críticas à aplicação de recursos municipais no chamado caso “Banco Master”, ao comentar o tema em entrevista ao jornalista Flávio Gomes de Barros.

Segundo o parlamentar, 15 municípios teriam realizado aportes financeiros na instituição, mas Maceió teria sido o ente que mais destinou recursos.
“Quinze municípios caíram nessa esparrela de colocar dinheiro no Master. E adivinha quem foi o município que mais colocou dinheiro? Infelizmente, Maceió”, afirmou.

Rui classificou o investimento como “totalmente irresponsável” e citou o montante de R$ 100,5 milhões. Para ele, a operação envolveu uma “engenharia heterodoxa” que teria colocado em risco recursos públicos, especialmente valores vinculados à previdência.

“Aquilo ali foi um esquema. Alguém ganhou muito dinheiro com essa engenharia heterodoxa pra queimar o dinheiro dos aposentados”, declarou.

O vereador foi além e disse esperar que a Polícia Federal esclareça o caso.

“A gente espera que a Polícia Federal possa, em breve, revelar quem se beneficiou com esse esquema fraudulento no IPREV Maceió”, acrescentou.


Debate político e pressão por transparência


As declarações ampliam o debate político em torno da gestão dos recursos públicos na capital alagoana. O caso vem sendo alvo de questionamentos de parlamentares e de setores da sociedade, especialmente no que diz respeito à governança, à análise de risco e aos mecanismos de controle aplicados à operação financeira.

Até o momento, a gestão municipal ainda não apresentou detalhamento público completo sobre os critérios técnicos que embasaram a aplicação dos recursos nem sobre eventuais responsabilizações.

A expectativa agora se concentra no avanço das investigações e na eventual atuação dos órgãos de controle e fiscalização.