Bolsonaro pede mais tempo para definir chapa ao Senado em SP, diz Flávio
Ex-presidente quer analisar pesquisas e conversar com lideranças antes de bater o martelo sobre os nomes ao Senado por São Paulo
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta quarta-feira, 25, que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) solicitou mais tempo para que seja definida a composição da chapa ao Senado em São Paulo.
"Com relação à segunda vaga lá no Senado, ele pediu mais uma vez para aguardar, analisar mais pesquisas e conversar com algumas lideranças, além do Eduardo Bolsonaro, para que possamos tomar uma decisão com mais tranquilidade, um pouquinho mais para frente", declarou Flávio a jornalistas, após visitar o pai, que está preso na Papudinha, em Brasília.
O deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), cotado para receber apoio ao Senado, também participou do encontro e afirmou que aceitará a decisão tomada por Flávio e Jair Bolsonaro.
"Fico feliz em ter o apoio do presidente Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro consolidado para uma das vagas ao Senado, mas deixei muito claro que sou soldado desse grande time que está sendo formado. Serei candidato ao que o senador Flávio Bolsonaro me designar, em condição conjunta com o presidente Bolsonaro", declarou Derrite.
Flávio deve se reunir na próxima sexta-feira, 27, com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), para discutir o cenário político do Estado.
Durante a conversa, Flávio também mencionou que, no Distrito Federal, Michelle Bolsonaro e Bia Kicis são pré-candidatas do PL ao Senado. Em Santa Catarina, o governador Jorginho Mello já está confirmado como candidato à reeleição pelo partido.
Saúde de Bolsonaro
Flávio voltou a defender a concessão de prisão domiciliar ao pai e relatou que Jair Bolsonaro demonstrou mais disposição nesta quarta-feira, embora tenha sofrido uma crise de soluço na última segunda-feira, 23. "Ele fica sozinho numa cela. Mais uma vez, os efeitos colaterais do remédio que ele toma causam tontura e podem provocar outros efeitos, tornando perigoso ele permanecer sozinho", afirmou o senador.