MACEIÓ

Vereador Rui Palmeira alerta para os prejuízos do vício em jogos de azar

Parlamentar classifica avanço das apostas como problema de saúde pública e defende programa de prevenção nas escolas da rede municipal

Publicado em 25/02/2026 às 09:12
Vereador Rui Palmeira Assessoria

Durante sessão na Câmara Municipal, nesta terça-feira (24), o vereador Rui Palmeira (PSD) repercutiu um tema que tem preocupado especialistas e autoridades em todo o país: a ludopatia, o vício em jogos de azar. O parlamentar classificou como “estarrecedor” o cenário atual no Brasil e alertou para o que considera um grave problema de saúde pública.

Segundo Rui, a forma como os jogos foram introduzidos no país contribuiu para o agravamento da situação. “Os jogos primeiro foram autorizados para depois serem regulamentados. Quando a tentativa de controle foi feita, o problema já estava instalado”, destacou. Para ele, a ausência inicial de regras claras e mecanismos de fiscalização abriu espaço para um crescimento acelerado das apostas, especialmente por meio das plataformas digitais.

Os números apresentados na tribuna pelo vereador chamaram a atenção. De acordo com dados do Banco Central, em um único mês de 2024, beneficiários do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) movimentaram mais de R$ 3 bilhões em apostas. O dado reforça o alerta sobre o impacto social da ludopatia, principalmente entre as camadas mais vulneráveis da população.

Rui Palmeira também enfatizou o drama vivido por famílias que enfrentam o vício. “É impressionante. As pessoas que se viciam nesse tipo de jogo perdem, em poucas horas, o salário conquistado durante um mês de trabalho árduo. Isso compromete o sustento da casa, gera endividamento e desestrutura famílias inteiras”, afirmou.

Para o vereador, é urgente que Maceió assuma protagonismo na prevenção. Ele defendeu a criação de programas municipais voltados à conscientização e orientação psicológica. “Sugiro à Secretaria Municipal de Educação que inicie um programa de prevenção aos jogos de azar nas escolas da rede municipal. Precisamos orientar nossos jovens sobre os riscos e as consequências desse vício antes que ele destrua ainda mais sonhos e famílias”, alertou.