ELEIÇÕES 2026

Flávio Bolsonaro descarta discutir ministério e cita Eduardo como referência para o Itamaraty

Senador afirma que ainda não pensa em composição de governo, mas destaca papel de Eduardo Bolsonaro e comenta articulações do PL.

Publicado em 24/02/2026 às 18:18
O senador Flávio Bolsonaro (RJ) Reprodução / Agência Senado

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou que não está debatendo a formação de um eventual ministério neste momento, ao ser questionado sobre a possibilidade de o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro assumir o comando do Itamaraty em um futuro governo. "Não estou pensando em ministro ainda, é uma das referências que tenho", declarou. Atualmente, Eduardo Bolsonaro reside nos Estados Unidos.

Flávio relatou que já conversou com o irmão sobre os impactos de uma eventual candidatura majoritária ou de assumir uma função no Executivo. Segundo o senador, questionou Eduardo sobre como justificaria possíveis ausências no mandato parlamentar caso fosse eleito para outro cargo. Ainda assim, ressaltou que o deputado "terá peso gigante" na eleição em São Paulo e lembrou que ele está elegível. "É óbvio que ele quer", afirmou, reconhecendo que Eduardo pode disputar um cargo em 2026.

O senador também reafirmou a intenção de anunciar, antes da eleição, o nome que comandaria a área econômica em um eventual governo, como sinal de compromisso com sua agenda.

Sobre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, Flávio disse que ela estará "sempre alinhada" com as decisões do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na última segunda-feira (24), o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, declarou que a cisão na família ocorreu porque Michelle não foi consultada previamente sobre a escolha de Flávio como candidato.

Ao comentar a reunião prevista com deputados do PL, Flávio negou que se trate de um "puxão de orelha" e explicou que o encontro será voltado à organização das estratégias nos Estados.

Flávio avaliou ainda que, nas articulações regionais, o partido adotará critérios distintos. Em alguns Estados, segundo ele, deve prevalecer uma linha mais ideológica; em outros, a lógica partidária e pragmática deverá orientar as alianças.