Paim defende Previdência Social e critica modelo de capitalização
Senador destaca importância do sistema público para a proteção social e alerta para riscos de privatização e capitalização
Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (24), o senador Paulo Paim (PT-RS) reafirmou a defesa da Previdência Social como um dos principais instrumentos de proteção social do país. O parlamentar ressaltou que o debate sobre o tema deve ir além dos números e considerar os impactos diretos na vida da população. Segundo Paim, a Previdência garante renda, dignidade e segurança a trabalhadores, aposentados e pensionistas.
— Nossa luta é clara e é histórica: proteger a previdência da mão grande do mercado, que sempre a está olhando como alvo para privatizar; garantir que nenhum trabalhador fique desamparado em momentos difíceis, quando a idade avança. Não aceitaremos reformas que retirem direitos, nem capitalização, nem desmonte, nem privatização. A previdência é um patrimônio do povo brasileiro. Ajudei a construir, lá na Assembleia Nacional Constituinte, esse conceito tão importante — declarou.
O senador criticou propostas de capitalização e de privatização do sistema, alertando que tais medidas podem ampliar desigualdades sociais. Ele defendeu mudanças na forma de contribuição das empresas, sugerindo que a base de cálculo considere o faturamento, e não apenas a folha de salários. Para Paim, é fundamental fortalecer a arrecadação, combater a sonegação e revisar políticas que, segundo ele, prejudicam o financiamento da seguridade social.
— A Previdência Social é uma das maiores políticas de inclusão social da história do Brasil. Atacar a Previdência é atacar os mais vulneráveis, é atacar o trabalhador rural, a pessoa com deficiência, o idoso pobre, seja do campo ou da cidade, a viúva, os órfãos. A Previdência não é problema, ela é solução. Ela não é obstáculo ao desenvolvimento, ela é motor do desenvolvimento social e econômico. Ela não é privilégio, é direito — afirmou Paim.