INVESTIGAÇÃO PARLAMENTAR

CPMI do INSS: Ingrid Santos afirma desconhecer movimentações financeiras do marido

Em depoimento à comissão, Ingrid Pikinskeni Morais Santos nega envolvimento com operações suspeitas de empresas ligadas ao marido, investigado por fraudes contra o INSS.

Publicado em 24/02/2026 às 09:52
Ingrid Santos depõe à CPMI do INSS e nega envolvimento em movimentações financeiras investigadas. Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

Em depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, Ingrid Pikinskeni Morais Santos negou ter conhecimento das movimentações financeiras das empresas das quais é sócia junto ao marido, Cicero Marcelino.

Cicero Marcelino foi preso em novembro durante operação da Polícia Federal que apura descontos indevidos em aposentadorias e pensões. Ele teria aberto empresas para a Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), uma das principais entidades investigadas por supostas fraudes no INSS.

Amparada por um habeas corpus do Supremo Tribunal Federal (STF), Ingrid deixou de responder à maioria das perguntas feitas pelo relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL).

“Por meio das suas empresas, a senhora recebeu aqui mais de R$ 150 milhões. A senhora é administradora. A senhora já viu alguma prestação de serviço ou fornecimento de material por essas empresas?”, questionou Gaspar.

A depoente limitou-se a afirmar que “não tinha conhecimento de valores, do que entrava, do que saía”.

Visivelmente abalada, Ingrid Pikinskeni chorou ao responder aos questionamentos, levando à interrupção do depoimento.

Ausência de Vorcaro
Durante a reunião, parlamentares tanto da base do governo quanto da oposição criticaram a ausência do presidente do banco Master, Daniel Vorcaro, que cancelou seu depoimento após decisão do ministro do STF, André Mendonça, desobrigando-o de comparecer à comissão.

O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que irá recorrer da decisão.