POLÍTICA

Lula defende comparação entre seu governo e gestões de Temer e Bolsonaro em 2026

Durante entrega de moradias no RS, presidente pede que população avalie resultados dos últimos governos e critica desinformação nas redes.

Publicado em 20/01/2026 às 13:56
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

Em discurso com tom eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira, 20, que 2026 deve ser o ano da comparação entre o atual governo e as gestões dos ex-presidentes Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL).

"Nós precisamos transformar o ano de 2026 no ano da comparação. Vamos pegar o ano em que foi feito o impeachment da Dilma Rousseff, ex-presidente da República, em 2016, vamos pegar o governo Temer e o governo Bolsonaro, e vamos fazer uma comparação do que nós fizemos em três anos com o que eles fizeram em sete anos", declarou Lula.

O presidente também afirmou que o governo Bolsonaro "quase destruiu o País" e que seus dois primeiros anos de mandato foram dedicados a "tentar reformar e recuperar esse País".

Lula destacou a importância da comparação entre os governos para "acabar com a era da mentira". Ele criticou desinformações recentes nas redes sociais, citando falas suas retiradas de contexto em evento realizado na última sexta-feira, 16. Entre as distorções, estaria a sugestão de que Lula teria defendido que os pobres foram feitos para trabalhar, e não estudar, além de um suposto erro no pronome da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP).

"A verdade, você tem que explicar. A mentira, você só tem que falar. Nesses dias, eu fiz um encontro na Casa da Moeda, e fiz um discurso, e eles agora estão olhando o que eu estou falando. Eles querem pegar uma ou duas palavras aqui para que eles possam distorcer e mandar para o mundo na internet", disse Lula.

Nesta terça-feira, 20, Lula entregou 1.276 unidades habitacionais do Empreendimento Junção, em Rio Grande (RS), no âmbito do Programa Minha Casa, Minha Vida - Entidades (MCMV-E). As moradias foram inauguradas pelo governo a partir do direcionamento de imóveis da União sem uso ou ociosos para habitação social.