LUTO NA POLÍTICA NACIONAL

Morre Raul Jungmann, ex-deputado federal e ex-ministro

Político pernambucano teve papel relevante em reformas legislativas e comandou ministérios nos governos FHC e Temer

Publicado em 19/01/2026 às 09:56
Raul Jungmann, ex-deputado e ex-ministro, faleceu em Brasília aos 73 anos, vítima de câncer no pâncreas. Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados

O ex-deputado federal Raul Jungmann faleceu neste domingo (18), aos 73 anos, em Brasília, vítima de câncer no pâncreas.

Nascido no Recife (PE), Jungmann exerceu três mandatos como deputado federal: de 2003 a 2007, de 2007 a 2011 e de 2015 a 2019.

Na Câmara dos Deputados, foi vice-líder do antigo PPS e membro de várias comissões, como a de Constituição e Justiça e de Cidadania; a de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; e a de Relações Exteriores e de Defesa Nacional.

Destacou-se como relator do texto que originou a Lei Complementar 136/10, que permite a atuação de todas as Forças Armadas em ações preventivas e repressivas na faixa de fronteira terrestre, no mar e nas águas interiores para combater crimes típicos de fronteira, como tráfico de drogas e crimes ambientais.

Também foi um dos autores da proposta que resultou na Emenda Constitucional 66, que facilitou a dissolução do casamento civil ao eliminar a exigência de separação judicial prévia por mais de um ano ou separação de fato por mais de dois anos.

Trajetória no Executivo

Jungmann foi ministro da Defesa entre 2016 e 2018 e ministro da Segurança Pública em 2018, ambos durante o governo Michel Temer. Anteriormente, comandou o Ministério do Desenvolvimento Agrário no governo Fernando Henrique Cardoso, de 1999 a 2002.

Atualmente, ocupava o cargo de diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram).

Repercussão

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), lamentou a morte de Jungmann. Em suas redes sociais, Motta destacou que o ex-deputado deixa ensinamentos de diálogo, construção de pontes e respeito institucional.

Em dezembro, Jungmann recebeu da Câmara uma moção de louvor, em reconhecimento à sua trajetória pública e aos serviços prestados ao país.

“Ficam as lições sobre diálogo, construção de pontes e respeito institucional. Meus sentimentos aos familiares e amigos. Que Deus os conforte neste difícil momento”, declarou Motta.