Alckmin destaca liderança de Lula em acordo histórico entre Mercosul e União Europeia
Vice-presidente atribui à atuação de Lula o avanço nas negociações, que resultaram na criação de um dos maiores blocos econômicos do mundo.
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou neste sábado (17) que a liderança e a perseverança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foram determinantes para que se chegasse ao "dia histórico" da assinatura do acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE). O pacto, firmado em cerimônia realizada em Assunção, no Paraguai, cria um dos maiores blocos econômicos do planeta.
Em vídeo publicado no X, Alckmin ressaltou que o acordo era aguardado há 25 anos e destacou sua dimensão: "Trata-se do maior acordo entre blocos do mundo. Isso significa mais comércio, mais empregos, mais investimentos recíprocos. Um ganha-ganha em benefício da sociedade. Grande conquista", enfatizou o vice-presidente.
Lula não participou da cerimônia de assinatura. Representando o Brasil, esteve presente o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. O presidente do Paraguai, Santiago Peña, comentou que a ausência de Lula "deixou um sabor amargo", mas reconheceu a importância da liderança do presidente brasileiro nas negociações.
Na sexta-feira (16), Lula publicou artigo em jornais de 27 países, avaliando que o acordo Mercosul-UE representa uma resposta do multilateralismo ao isolamento. "Em uma época em que o unilateralismo isola mercados e o protecionismo inibe o crescimento global, duas regiões que compartilham valores democráticos e a defesa do multilateralismo escolhem um caminho diferente", escreveu o presidente, que esteve em evento no Rio de Janeiro ao lado de Ursula von der Leyen.
Durante a cerimônia, o chanceler Mauro Vieira afirmou que o acordo estabelece uma "parceria com enorme potencial econômico" e "profundo sentido geopolítico". Segundo Vieira, o pacto "representa um baluarte, erguido com sólida convicção no valor da democracia e da ordem multilateral, diante de um mundo abatido pela imprevisibilidade, pelo protecionismo e pela coerção".