Venezuela decreta estado de emergência após ataque dos Estados Unidos
Governo de Nicolás Maduro afirma que ofensiva violou a Carta da ONU, diz que alvo é petróleo e minerais e ordena mobilização nacional após explosões em Caracas
A Venezuela acusou os Estados Unidos de promover uma “gravíssima agressão militar” contra seu território e sua população e denunciou o episódio à comunidade internacional. A declaração foi divulgada em comunicado oficial do governo venezuelano, que afirma que a ofensiva representa uma violação da Carta das Nações Unidas, especialmente dos artigos que tratam da soberania dos Estados e da proibição do uso da força.
Segundo o documento, os ataques teriam atingido áreas civis e militares em Caracas, além de outras regiões do país. A Venezuela afirma que a ação representa uma ameaça direta à paz e à estabilidade internacional, com impacto potencial sobre a América Latina e o Caribe.
🟦 Ainda de acordo com o comunicado, o governo venezuelano acusa os EUA de tentar se apoderar de recursos estratégicos do país, como petróleo e minerais, além de buscar enfraquecer sua independência política “pela força”. O texto sustenta que o povo venezuelano e o governo “permanecem firmes” na defesa da soberania nacional.
Explosões e sobrevoo de aviões
Durante a madrugada, explosões foram registradas em Caracas. Conforme relatos divulgados pela imprensa e confirmados pela agência Reuters, o barulho foi ouvido por volta das 2h (horário local), com registros de aviões circulando sobre a capital. Uma coluna de fumaça foi avistada e moradores da região sul relataram falta de energia perto de uma base militar.
Maduro aciona planos de defesa
Após o episódio, o presidente Nicolás Maduro determinou a ativação dos planos de defesa nacional e autorizou a mobilização de estruturas militares em todo o território venezuelano. O governo informou ainda que o país acionou o Comando para a Defesa Integral, com reforço de medidas para proteger instituições e garantir a estabilidade interna.
O ministro das Relações Exteriores declarou que Maduro assinou um decreto de emergência diante do ataque e que a Venezuela invocará o direito à legítima defesa, conforme previsto no artigo 51 da Carta da ONU. Além disso, o governo convocou povos da América Latina, do Caribe e do mundo a se solidarizarem com o país.
Tensão internacional em alta
O episódio aprofunda a escalada de tensão entre Caracas e Washington, que já vinha se intensificando nos últimos meses. O governo dos Estados Unidos não apresentou resposta oficial detalhada no momento, enquanto a Venezuela reforçou que levará o caso a organismos internacionais