Italianas mortas em colisão de trens na Espanha são identificadas
IML de Toledo reconheceu 66 das 69 vítimas do acidente MADRID, 02 de novembro de 2026, 14:39
OInstituto Médico Legal de Toledo (IML), em Ciudad Real, na Espanha, identificou 66 das 69 vítimas da colisão entre dois trens ocorrida na linha de alta velocidade Madri-Sevilha, informou o Centro Integrado de Dados (CID) nesta segunda-feira (2). Entre os mortos, há duas mulheres com origens italianas, que foram reconhecidas através de exames de DNA e das impressões digitais.
A primeira delas é Ana Martina Conte Grand, de 32 anos, ítalo-argentina natural de San Juan que vivia na Andaluzia desde 2025.
Seu irmão, que estava com ela em um dos dois trens envolvidos no acidente, sofreu ferimentos. Já a segunda italiana identificada é Daniela Millan Parlanti, de 40 anos, ítalo-venezuelana de Caracas, que morava em Madri há sete anos.
Tanto a imprensa argentina quanto a venezuelana confirmaram o falecimento de suas cidadãs.
No entanto, nos dados provisórios divulgados em comunicado pelo CID, não há relatos do falecimento de Parlanti no acidente. O balanço diz que, até o momento, as 66 vítimas identificadas pelo IML de Toledo são: 54 da Espanha; 4 dos Estados Unidos; 1 da Argentina; 1 do Canadá; 1 da República Tcheca; 1 da França; 1 do Japão; 1 do México; 1 de Portugal; e 1 da Tunísia.
Ainda segundo a nota, os corpos de 47 passageiros já foram liberados para suas famílias.
Acredita-se que as três vítimas que ainda faltam reconhecer sejam estrangeiras.
Quanto aos feridos, segundo o mais recente balanço divulgado pela Comunidade Autônoma de Castilla-La Mancha, 29 pessoas continuam hospitalizadas, sendo que nove delas seguem em terapia intensiva.
O trágico acidente que matou 69 pessoas ocorreu no dia 28 de outubro em Urda, na província de Toledo, quando, às 8h53 locais, um trem operado pela empresa Renfe colidiu com um da empresa Iryo na linha de alta velocidade Madri-Sevilha.