INTERNACIONAL

Ataque russo deixa dezenas de mortos na Ucrânia no aniversário de Putin

Uma das ofensivas de Moscou atingiu prédio residencial no norte do país

Por Redação ANSA Publicado em 07/10/2026 às 16:24
Uma das ofensivas de Moscou atingiu prédio residencial no norte do país © ANSA/AFP

Ao menos 13 pessoas morreram e 50 ficaram feridas nesta quarta-feira (7) em Pryluky, na região de Chernihiv, no norte da Ucrânia, após um míssil russo atingir um pequeno prédio residencial.

De acordo com as autoridades locais, citadas pela agência estatal Ukrinform, entre as vítimas fatais estão quatro crianças.

A ofensiva em grande escala, orquestrada no dia em que o presidente russo, Vladimir Putin, completa 74 anos, também atingiu estruturas civis e de infraestrutura energética em diversas cidades, incluindo Dnipro, Kremenchuk, Oleksandriya e Zaporizhzhia.

"Prédios residenciais, um depósito de materiais hidráulicos, uma cooperativa de garagens e lojas foram atingidos. Não havia qualquer justificativa militar para bombardear inclusive um dos cemitérios da capital", escreveu o ministro do Interior da Ucrânia, Ivan Vyhivskyi, em publicação no Telegram.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que os bombardeios lançados por Moscou em todo o país representaram um "presente de aniversário" do líder russo.

"Um dos principais alvos foi a nossa infraestrutura energética. Os russos queriam desferir um golpe doloroso e demonstrativo. Foi um dos ataques mais covardes do conflito: 70 mísseis no total, muitos deles balísticos, além de drones kamikaze Shahed", declarou Zelensky.

Paralelamente, o líder norte-coreano, Kim Jong-un, reiterou a intenção de aprofundar a cooperação estratégica com Moscou em mensagem enviada a Putin por ocasião de seu aniversário, segundo informações da agência estatal KCNA divulgadas pela sul-coreana Yonhap.

Na carta, o ditador elogiou a "política inabalável" de Pyongyang e a opção por priorizar a aliança com a Rússia, prometendo expandir os acordos bilaterais em diversas áreas.

Kim também expressou seu "apoio irrestrito" a Putin, afirmando confiar que o que chamou de "guerra sagrada de justiça" para defender a soberania e a integridade territorial russa terminará em vitória.