INVESTIGAÇÃO

Itália investiga condutor de táxi aquático após acidente com brasileira desaparecida

Autoridades locais consideram hipótese de homicídio culposo náutico

Por Redação ANSA Publicado em 14/09/2026 às 21:42
Autoridades locais consideram hipótese de homicídio culposo náutico ANSA

Ministério Público de Veneza, na Itália, abriu uma investigação contra o condutor do táxi aquático envolvido no acidente que causou o desaparecimento da brasileira Gabriella Querino, de 26 anos, e a morte de seu marido, Sean Michieli, que tinha 25.

A apuração, aberta para determinar as responsabilidades pela colisão, considera a hipótese de homicídio culposo náutico.

"Eles cruzaram no escuro, não consegui evitar. Eu vi o barco no último instante e não tive tempo de frear", teria dito o taxista aos investigadores venezianos.

Os promotores determinaram a realização de uma autópsia no corpo de Michieli, que morreu em decorrência dos ferimentos provocados pelo acidente, para tentar esclarecer as circunstâncias da colisão. Os investigadores também solicitaram uma série de exames técnicos nas embarcações envolvidas.

Os peritos examinarão os cascos e os danos provocados pelo impacto para reconstruir as trajetórias, determinar a velocidade das duas embarcações, verificar a direção em que navegavam e identificar o ponto e a dinâmica da colisão. Até o momento, o taxista é a única testemunha direta do acidente, e não há imagens de câmeras de segurança que tenham registrado a batida.

Enquanto isso, as equipes de resgate continuam as buscas por Querino na movimentada região da ilha de Tessera, que dá acesso ao Aeroporto Marco Polo. A operação é dificultada pela turbidez da água e pela variação na profundidade dos diferentes pontos do fundo marinho. Além disso, as correntes provocadas pelo movimento das marés dificultam o trabalho dos bombeiros.