GUERRA

Próximo 11/9 pode estar em preparação, diz chefe da inteligência britânica

Diretor do MI5 alertou para terroristas 'apoiados por Estados hostis'

Por Redação ANSA Brasil Publicado em 11/09/2026 às 15:25
Atentados de 11 de setembro de 2001 deixaram quase 3 mil mortos Redação ANSA Brasil

diretor-geral do MI5, o serviço de inteligência interno do Reino Unido, Ken McCallum, alertou que o "próximo 11 de setembro" pode já estar em preparação e possivelmente virá de fontes de ameaça às quais os órgãos de espionagem deram menos atenção no passado.

A avaliação foi publicada em artigo assinado por ele no jornal The Independent, por ocasião dos 25 anos dos ataques às Torres Gêmeas e ao Pentágono, nos Estados Unidos.

Obviamente, devemos ter sempre em mente a lição do ataque passado, mas evitando nos comportar como se tivéssemos de nos preparar para combater o inimigo de ontem, com os métodos de ontem, contra os alvos de ontem", escreveu McCallum.

O chefe do MI5 não descartou que a Al-Qaeda e outras organizações jihadistas "continuem sendo uma fonte de ameaça, ainda que enfraquecida, e ambicionem realizar massacres em massa".

No entanto, ele destacou o perigo grupos terroristas "apoiados por Estados estrangeiros hostis", mencionando o risco de "sabotagens ou ciberataques" devastadores contra infraestruturas estratégicas, como "instalações energéticas".

McCallum citou como exemplo episódios recentes, entre eles um ataque à sinagoga de Manchester, que investigadores britânicos relacionaram a suspeitas de vínculos com mandantes ou inspiradores ligados ao Irã.

"Devemos às vítimas do 11 de setembro algo mais do que apenas lembrança. Devemos a elas preparação, resiliência e a coragem de nos adaptarmos antes que o próximo choque aconteça", salientou.

Os ataques suicidas foram liderados pelo grupo terrorista Al-Qaeda, responsável por jogar dois aviões contra as Torres Gêmeas, em Nova York, e um terceiro contra o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, em Washington. Uma quarta aeronave caiu em um campo aberto na Pensilvânia, depois da resistência de passageiros e tripulantes contra os sequestradores.

O saldo final dos atentados foi de quase 3 mil mortos, o que acabou motivando a invasão do Afeganistão pelos EUA. O país era governado pelo Talibã, a quem a Casa Branca acusava de dar proteção a Osama bin Laden, mentor dos ataques e que seria morto em maio de 2011, no Paquistão. Depois de 20 anos de intervenção americana, o Afeganistão voltou a ser comandado pelo Talibã em 2021.

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