EUROPA

UE e Otan reforçam união e prometem aumentar pressão sobre Rússia

Von der Leyen apontou que sanções 'enfraqueceram economia' de Moscou

Por Redação ANSA Publicado em 02/09/2026 às 15:18
Von der Leyen apontou que sanções 'enfraqueceram economia ' de Moscou © ANSA/EPA

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, se reuniu nesta quarta-feira (2) com o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte, e garantiu que o bloco e a aliança militar aumentarão a pressão sobre a Rússia.

A líder europeia, que se encontrou com o político holandês em Bruxelas, na Bélgica, destacou que a ofensiva de Moscou em Leipzig, na Alemanha, "foi realizada como parte de uma operação russa" no continente e "envolveu equipamentos de nível militar".

"Não toleraremos isso. Tal intimidação não funcionará. A UE e a Otan permanecerão unidas. Não apenas manteremos a pressão sobre a Rússia, como também a aumentaremos", disse von der Leyen.

Em declarações à imprensa, a presidente afirmou que o bloco está trabalhando com a Ucrânia "em um projeto para construir suas próprias defesas contra mísseis balísticos".

"O valor chega a vários bilhões de euros e cobriria as defesas aéreas da Ucrânia, incluindo os sistemas de defesa aérea altamente avançados Patriot PAC-3", explicou.

Von der Leyen avaliou que as sanções impostas aos russos nos últimos meses "enfraqueceram a economia" do país liderado por Vladimir Putin. A política também não descartou a possibilidade de "recorrer a novas medidas e mantê-las prontas para serem impostas assim que tais atos perigosos e letais forem atribuídos à Rússia".

Rutte, por sua vez, afirmou que Moscou "tornou-se cada vez mais imprudente", mas garantiu que isso não assustará a Otan e seus aliados. O holandês também declarou que a união da aliança é "inabalável".

"As forças armadas estão trabalhando incansavelmente para garantir a prontidão operacional e proteger a segurança pública. Devemos garantir que temos tudo o que é necessário para enfrentar as ameaças que temos pela frente, e isso significa investir mais em defesa. Não se trata apenas de ter novas fábricas ou produção adicional, mas também de promover uma cooperação mais fluida entre as indústrias, tanto na Europa quanto em toda a aliança", concluiu.