CONFLITO NA UCRÂNIA

Zelensky diz que ataque russo a Zaporizhzhia deixou mortos e feridos

Presidente ucraniano acusou Moscou de usar mísseis norte-coreanos

Por Redação ANSA Publicado em 11/08/2026 às 15:35
Zelensky disse que Rússia não quer acordo de paz ANSA

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta terça-feira (11) que um ataque russo contra a cidade de Zaporizhzhia deixou seis mortos e 19 feridos.

Segundo o líder ucraniano, a ofensiva envolveu mísseis balísticos de origem norte-coreana, mísseis Zircon e bombas aéreas guiadas.

"Foi um ataque brutal, calculado para causar o máximo de danos, particularmente à infraestrutura civil", escreveu ele na rede social X.

Zelensky disse que as equipes de resgate trabalham desde a noite passada para atender às consequências dos ataques.

Um incêndio em um dos locais atingidos ainda está sendo combatido pelos socorristas.

Além disso, o presidente da Ucrânia também relatou ataques em outras regiões do país, como em Kiev, onde um bombardeio danificou um hospital de doenças infecciosas e estabelecimentos comerciais.

Já em Kherson e Kharkiv, subestações elétricas foram atingidas durante a noite, provocando interrupções no fornecimento de energia. As regiões de Donetsk, Dnipro e Mykolaiv também teriam sido alvos de ataques.

De acordo com Zelensky, além dos mísseis, mais de 120 drones foram utilizados contra a Ucrânia, a maioria deles modelos Shahed a jato.

Em outra publicação, o líder ucraniano afirmou que os recentes movimentos de Moscou indicam preparação para uma escalada do conflito, e não para um acordo de paz.

"Cada passo que a Rússia dá — aumentando a produção de mísseis balísticos, importando equipamentos norte-coreanos, preparando-se para a mobilização — demonstra que Moscou está se preparando para uma escalada, não para a paz", escreveu.

Zelensky defendeu uma resposta internacional imediata, com aumento das sanções contra empresas que, segundo ele, alimentam a guerra russa, além de maior apoio à defesa aérea ucraniana.

"O mundo deve reagir agora, não esperar", afirmou o presidente ucraniano, destacando que as medidas citadas são necessárias "para dar uma chance à paz". "Sou grato a todos que contribuem para esse esforço".