ABALO SÍSMICO

Forte terremoto no sul da Itália deixa feridos

Tremor de magnitude 4.7 ocorreu em Campi Flegrei, província de Nápoles

Por Redação ANSA Publicado em 31/07/2026 às 20:43
Terremoto causou pânico na província de Nápoles no anoitecer desta sexta ANSA

Ao menos dez pessoas ficaram feridas devido a um terremoto de magnitude 4.7 na escala Richter que atingiu os Campi Flegrei, área que abriga um supervulcão subterrâneo, na província de Nápoles, no sul da Itália, no anoitecer desta sexta-feira (31).

O tremor, com epicentro na cratera vulcânica de Solfatara di Pozzuoli, e com profundidade de 2,6 quilômetros, foi registrado às 19h46 (14h46), é o mais forte na região nos últimos 40 anos, superando o de 4.6 ocorrido em 30 de junho de 2025.

Dez pessoas sofreram ferimentos leves, embora o número seja provisório.

O abalo sísmico causou danos materiais em Pozzuoli, onde dois prédios desabitados desabaram. Outros edifícios também tiveram suas fachadas danificadas em Bagnoli, enquanto uma torre de alta tensão desabou parcialmente na região de Agnano, em Nápoles, interrompendo o fornecimento de energia entre Nápoles e Pozzuoli.

Muitos moradores e turistas da região saíram às ruas após o forte terremoto, afirmando que pretendem passar a noite ao ar livre.

"Peço que mantenham a calma, que sigam as orientações das autoridades e que confiem exclusivamente nas informações oficiais do governo municipal", disse o prefeito de Pozzuoli, Luigi Manzoni, que ordenou a distribuição de água e de suprimentos de primeira necessidade à população que está nas ruas, com medo de novas réplicas.

Logo após o tremor, o prefeito de Nápoles, Michele di Bari, conversou com Manzoni e com seu homólogo em Bagnoli, Filippo Nigro, e convocou o Centro de Coordenação de Emergências para avaliar a situação, abrangendo não apenas a área dos Campi Flegrei, mas também a capital da Campânia, onde o tremor foi claramente sentido.

O tráfego ferroviário em Nápoles — incluindo a linha de alta velocidade — foi suspenso para permitir inspeções técnicas das condições da infraestrutura.

"Estamos acompanhando de perto a evolução da situação e garantindo total coordenação entre todas as unidades operacionais para prestar assistência à população e monitorar o território", assegurou o ministro da Proteção Civil, Nello Musumeci.

Em nota, o Palácio Chigi informou que a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, está acompanhando o desenrolar da situação. 

A região de Campi Flegrei tem passado por uma intensa atividade sísmica desde 2024 devido ao fenômeno do "bradismo", caracterizado pela elevação do nível do solo a partir do gás e magma acumulados nas profundezas.

Os terremotos mais intensos ocorreram em 13 de março e 30 de junho de 2025, com 4.6 na escala Richter.

Diferentemente do vizinho Vesúvio, os Campi Flegrei (termo em grego antigo para "campos ardentes") não têm um vulcão principal, mas sim diversas crateras espalhadas por uma estrutura chamada "caldeira", ou seja, uma área rebaixada e relativamente circular que se formou devido à erosão causada por erupções passadas.

O fenômeno do "bradismo" é acompanhado com atenção pelo governo italiano, que, no entanto, já disse que não há risco de erupção iminente no supervulcão.