CRISE MIGRATÓRIA

Itália suspende livre circulação com Espanha por 1 mês devido à crise migratória

Meloni destacou 'segurança nacional' ao justificar medida provisória

Por Redação ANSA Publicado em 31/07/2026 às 20:42
60 mil migrantes vindos do Marrocos chegaram a Ceuta em dois dias © ANSA/EPA

governo da Itália suspendeu o acordo de Schengen com a Espanha por um mês, período em que a polícia de fronteira realizará verificações "direcionadas e seletivas" em cidadãos de fora da União Europeia que chegarem do país governado por Pedro Sánchez.

A decisão foi tomada pelo Ministério do Interior com base nas mais recentes informações de inteligência analisadas pelo Comitê de Análise de Imigração e Segurança de Fronteiras durante reunião presidida pelo ministro Matteo Piantedosi, em Roma.

A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, usou as redes sociais para justificar a suspensão temporária do acordo de Schengen com a Espanha em meio à crise migratória em Ceuta.

"Esta é uma medida extraordinária, adotada para salvaguardar a segurança nacional e prevenir possíveis repercussões para a nossa nação", disse a premiê.

"Defender as fronteiras significa defender a segurança dos cidadãos, combater a imigração irregular e combater as redes criminosas que traficam seres humanos", observou Meloni, segundo a qual, a suspensão da livre circulação de pessoas com a Espanha "permanecerá em vigor apenas pelo tempo necessário, com atenção especial para limitar qualquer impacto nos fluxos turísticos de verão".

Para o vice-premiê da Itália e ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, "a crise migratória em Ceuta nos lembra que a gestão das fronteiras da UE é uma responsabilidade compartilhada entre os nossos países".
De acordo com ele, é importante que haja um trabalho conjunto dos Estados-membros "para impedir fluxos descontrolados de migrantes no território da UE — com todos os riscos associados e a ameaça do terrorismo, que deve ser combatida sem hesitação".

Cerca de 60 mil migrantes chegaram a Ceuta entre quinta-feira (30) e esta sexta, enquanto pelo menos 57 pessoas morreram ao tentar atravessar o mar entre Marrocos e o enclave espanhol durante a nova crise migratória que atingiu a região nos últimos dias.