POLÍTICA INTERNACIONAL

Keiko Fujimori assume presidência do Peru e promete combater criminalidade

Ultraconservadora é primeira mulher a ocupar cargo máximo do país

Por Redação ANSA Publicado em 29/07/2026 às 13:29
Keiko Fujimori assume poder em cenário de forte fragmentação © ANSA/EPA

A ultraconservadora Keiko Fujimori assumiu nesta terça-feira (28) a presidência do Peru após prestar juramento diante das duas casas do Congresso reunidas.

Filha do ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000), condenado por crimes contra a humanidade cometidos durante seu governo, a nova chefe de Estado tornou-se a primeira mulher a ocupar a Presidência peruana.

A posse marca a chegada de Fujimori ao cargo máximo do país após quatro tentativas eleitorais frustradas.

A líder ultraconservadora assume o governo em um cenário de forte fragmentação política, depois de vencer a eleição por uma diferença de cerca de 50 mil votos sobre o candidato de esquerda Roberto Sánchez.

O Parlamento peruano, que voltou ao sistema bicameral após mais de três décadas, não possui nenhum partido com maioria absoluta.

Ainda assim, o Fuerza Popular, legenda de Fujimori, formará a maior bancada nas duas câmaras.

Antes da cerimônia de posse, a presidente pediu "reconciliação" entre as diferentes forças políticas do país, em uma tentativa de superar anos de instabilidade. "Nenhum governo pode fazer o Peru avançar se continuar alimentando a divisão", declarou.

Fujimori afirmou que sua administração terá como prioridades o combate à criminalidade e a resposta aos impactos do fenômeno climático El Niño.

Em seu primeiro discurso ao Congresso, solicitou poderes extraordinários para enfrentar a crise de segurança pública.

"As Forças Armadas assumirão temporariamente o comando das operações de segurança e controle interno, em estreita coordenação com a polícia, até que o pleno controle estatal seja restabelecido. Para tanto, solicitaremos poderes extraordinários ao Parlamento", afirmou Fujimori.

Além da segurança, a mandatária peruana destacou a necessidade de preparar o país para os efeitos do El Niño, previsto para causar impactos severos no segundo semestre de 2026 e nos primeiros meses de 2027.

Entre as ações anunciadas estão um plano nacional de contingência, a drenagem preventiva de rios e a construção de estruturas de proteção costeira.