Crise energética no Equador e a reaproximação com a Colômbia
Apagões prolongados impulsionam importação de eletricidade enquanto relações bilaterais se deterioram.
Dependendo majoritariamente de geração hidrelétrica, a matriz energética equatoriana torna o país altamente vulnerável a variações climáticas. Com as secas agravadas pelo fenômeno El Niño, o Equador viu o nível de seus reservatórios diminuir drasticamente, o que levou a apagões prolongados, de até 14 horas por dia.
Para evitar um colapso energético, Quito precisou recorrer à importação de eletricidade de Bogotá. No entanto, as relações bilaterais se deterioraram após o presidente equatoriano, Daniel Noboa, impor tarifas de 30% sobre produtos colombianos, sob a justificativa de falta de cooperação de Bogotá no combate ao narcotráfico na fronteira. Em resposta, a Colômbia suspendeu as exportações de energia ao Equador, aprofundando a crise no abastecimento elétrico. Agora, com a chegada de Abelardo de la Espriella na Casa de Nariño, cresce a expectativa pela retomada da cooperação. A integração energética sul-americana poderia ser a chave para aumentar a resiliência da região diante de crises climáticas e tensões diplomáticas? Para entender o assunto, Melina Saad e Marcelo Castilho convidam Ghaio Nicodemos, coordenador adjunto do Núcleo de Estudos Atores e Agendas de Política Externa (NEAAPE) e pesquisador de pós-doutorado do Instituto de Estudos Sociais e Políticos (IESP), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ); e Juan Agulló, professor e pesquisador de economia, sociedade e política da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.