EUROPA

França relembra 10 anos do atentado em Nice em celebrações da Queda da Bastilha

Seleção fará um minuto de silêncio antes de partida contra Espanha pela Copa

Por Redação ANSA Publicado em 14/07/2026 às 10:25
Celebrações em Paris pelo Dia da Queda da Bastilha © ANSA/EPA

A França incluiu no cronograma de celebrações do Dia da Queda da Bastilha, nesta terça-feira (14), uma homenagem pelos 10 anos do atentado em Nice, que deixou 86 mortos e mais de 400 feridos em 14 de julho de 2016.

Para isso, o presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou que será feito um minuto de silêncio em homenagem às vítimas antes da partida entre a seleção nacional e a Espanha pela Copa do Mundo da Fifa, a ser disputada hoje às 16h (horário de Brasília).

Já a tradicional queima de fogos na Torre Eiffel em Paris foi antecipada para a noite de segunda-feira (13).

Por outro lado, 86 feixes de luz serão projetados no céu de Nice em referência às vítimas.

A homenagem contará com a presença de Macron.

"As vítimas do atentado de Nice fazem parte da memória compartilhada de nossos povos, pois o terrorismo não conhece fronteiras: em todo o mundo, ele representa uma ameaça à vida e à liberdade humanas", afirmou em comunicado o presidente da Itália, Sergio Mattarella, em referência ao 10º aniversário do ataque.

Mattarella reiterou ainda que a Itália "condena todas as formas de violência, intolerância e fanatismo" e que "o combate ao terrorismo exige unidade, perseverança e confiança mútuas na defesa da democracia e do Estado de Direito".

"Ao nos unirmos para recordar as vítimas do atentado de Nice, espero que a memória desse evento profundamente doloroso fortaleça nosso compromisso comum de garantir que a tolerância e a coexistência pacífica entre os povos sempre prevaleçam sobre o ódio e a rejeição ao outro", concluiu o chefe de Estado italiano.

Em 14 de julho de 2016, um caminhão avançou contra uma multidão que comemorava o Dia da Queda da Bastilha na Promenade des Anglais, em Nice. O ataque foi cometido pelo franco-tunisiano Mohamed Lahouaiej-Bouhlel, que acabou morto pela polícia, e reivindicado pelo grupo terrorista Estado Islâmico (EI).