Meloni reafirma apoio da Itália à Ucrânia em reunião com Zelensky na Turquia
Líderes conversaram sobre guerra à margem de Cúpula da Otan em Ancara
A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, reuniu-se nesta quarta-feira (8) com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, à margem da cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em Ancara, para discutir o apoio italiano a Kiev e as perspectivas de cooperação na área de defesa.
Segundo comunicado divulgado pelo gabinete da premiê, Meloni reiterou o compromisso da Itália com a Ucrânia e defendeu a busca por uma solução para encerrar a guerra iniciada pela Rússia em fevereiro de 2022.
A chefe de governo "também confirmou a continuidade da assistência italiana à população ucraniana, com foco especial em medidas para fortalecer a resiliência da infraestrutura energética" do país, que foi severamente atingida por ataques russos.
"Durante a reunião, foi reafirmado o compromisso firme da Itália de apoiar a Ucrânia e de promover um caminho para uma paz justa e duradoura", informou o Palazzo Chigi.
Após o encontro, Zelensky classificou o diálogo como "importante" e afirmou ter atualizado Meloni sobre a situação no conflito.
Em publicação no Telegram, o presidente ucraniano disse que os dois discutiram a ampliação da cooperação europeia em capacidades de defesa contra mísseis balísticos, "para fortalecer a proteção de todos - tanto da Ucrânia quanto de qualquer outro país".
Além disso, destacaram a necessidade de novos mísseis para os sistemas de defesa aérea. "Contamos muito com o apoio deles. A Itália sempre ajudou a proteger vidas, agindo com base em princípios", escreveu Zelensky.
O encontro ocorreu durante a cúpula da Otan e reafirmou a posição da Itália de manter o apoio político, humanitário e de segurança à Ucrânia, enquanto prosseguem os esforços internacionais em busca de uma solução para o conflito.
Em declarações recentes, Meloni já havia reiterado o apoio por assistência humanitária e militar à Ucrânia, mas descartou de forma categórica o envio de tropas italianas. A premiê também defendeu a manutenção das sanções impostas a Moscou.