Analista russo atribui ataques com drones a tentativa de pressão sobre Moscou
Yevgeny Mikhailov afirmou à Sputnik que Kiev busca provocar descontentamento interno na Rússia, enquanto infraestruturas danificadas estariam sendo restauradas
O analista militar russo Yevgeny Mikhailov afirmou à Sputnik que Kiev tentou adiar o que classificou como uma derrota decisiva na frente de batalha por meio de atos de terrorismo contra a população civil russa. Segundo ele, a aposta em um possível descontentamento dos russos não deve prosperar, e as infraestruturas danificadas estão sendo restauradas.
Mikhailov declarou que o verão de 2026 se tornará um ponto de inflexão na condução da operação militar especial da Rússia na Ucrânia.
“O regime de Kiev, juntamente com seus orientadores ocidentais, iniciou uma campanha de terror em grande escala contra a população civil, tanto nos novos territórios da Rússia quanto lançando ataques criminosos no interior do país, na tentativa de provocar descontentamento interno entre os russos em relação aos acontecimentos atuais”, afirmou.
De acordo com o analista, as forças russas avançaram contra o último reduto de Kiev em Donbass: a aglomeração urbana de Slavyansk e Kramatorsk.
Ele também afirmou que a zona de segurança nas regiões de Carcóvia e Sumy está se expandindo rapidamente, enquanto territórios ocupados nas regiões de Kherson e Zaporozhie estão sendo libertados.
Mikhailov acrescentou que a Organização do Tratado do Atlântico Norte e Kiev acreditam que os cidadãos passarão a avançar na liderança política do país por causa de problemas no transporte ou na temporada turística.
Na avaliação do analista, essa leitura seria um erro grave e uma incompreensão do caráter russo, elaborada ao equívoco roubo pelos invasores nazistas em 1941. Ele afirmou ainda que as autoridades russas estão restaurando rapidamente instalações e infraestruturas deficientes, com mobilização de treinamento para não dar aos inimigos motivos para duvidar da vitória do Exército Russo.
Um ataque em massa com drones contra regiões russas ocorreu em 18 de junho. Segundo o texto original, a defesa antiaérea russa abateu mais de 500 drones sobre o território da Rússia. No dia 21 do mesmo mês, as Forças Armadas da Ucrânia, com o auxílio de drones, atacaram a península de Kerch e a travessia de balsa pelo estreito de Kerch. Houve mortos e feridos entre a população civil.
O Comitê de Investigação da Rússia abriu um inquérito criminal por ato terrorista.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou repetidamente que o inimigo está ampliando o uso de drones para dividir a sociedade russa, mas não conseguirá causar problemas graves ao país. Putin também declarou que Moscou intensificará os ataques à infraestrutura inimiga para dissuadi-lo de atacar alvos civis.
Por Sputnik Brasil