Colômbia tem 2º turno polarizado entre Cepeda e De La Espriella neste domingo
Eleitores deverão escolher entre candidato 'de Petro' ou 'de Trump'
Mais de 40 milhões de colombianos vão às urnas neste domingo (21) tendo em vista o segundo turno das eleições presidenciais, que está sendo disputada entre o progressista Iván Cepeda e o ultraconservador Abelardo de la Espriella.
Os eleitores devem decidir se querem continuar com a linha política esquerdista do atual presidente, Gustavo Petro, através de Cepeda, ou se devem dar uma brusca guinada à direita com o trumpista De la Espriella, apelidado de "El Tigre".
Cepeda, que foi para o segundo turno de modo inesperado, tenta conquistar o voto dos moderados, apresentando um programa estruturado em torno de três grandes reformas nas áreas social, agrária e ambiental. Seu plano de governo, segundo a plataforma do Pacto Histórico, prevê uma economia baseada na equidade, um sistema público de saúde centralizado, uma reforma agrária completa e a continuidade das políticas de paz com as guerrilhas.
De la Espriella, por outro lado, baseia-se nas experiências já consolidadas de dois dos principais aliados na região do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, — a Argentina de Javier Milei e El Salvador de Nayib Bukele — propondo uma redução drástica do Estado e tolerância zero para narcotraficantes e guerrilheiros, incluindo a construção de megaprisões.
A equipe de Cepeda alerta os eleitores sobre o perigo de a Colômbia retornar à era de violência desencadeada pelo conflito armado sob o governo de Álvaro Uribe (2002-2007), destacando supostas ligações entre o candidato de direita e grupos paramilitares que atuaram naqueles anos.
Uma denúncia apresentada pelo progressista ao Ministério Público colombiano e ao Tribunal Penal Internacional alega uma ligação direta entre De la Espriella e sete ex-líderes paramilitares, dos quais ele supostamente teria recebido financiamento.
Por outro lado, 'El Tigre' alerta que a "segurança da pátria" está em jogo e fala aos seus eleitores de um Estado "capturado pela esquerda e por narcotraficantes que precisa ser libertado".
Em um contexto de extrema polarização, a principal preocupação das autoridades eleitorais neste momento é convencer os eleitores da precisão e transparência dos resultados preliminares que serão anunciados na noite deste domingo, quaisquer que sejam.