CINEMA

Festival de Veneza anuncia integrantes de júri do Leão de Ouro

Lista inclui diretoras afegã e tunisiana e professor universitário italiano

Por Redação ANSA Publicado em 22/06/2026 às 10:39
Kaouther Ben Hania com seu Leão de Prata no último Festival de Veneza ANSA

A organização do Festival de Veneza anunciou nesta segunda-feira (22) os nomes dos jurados da 83ª edição da mostra, que será realizada entre os dias 2 e 12 de setembro de 2026.

A lista inclui os cineastas Kaouther Ben Hania, da Tunísia, Xavier Giannoli, da França, Shahrbanoo Sadat, do Afeganistão, e Johnnie To, de Hong Kong, o compositor Daniel Blumberg, do Reino Unido, e o teórico de cinema e professor da Universidade Yale Francesco Casetti, da Itália.

A decisão foi aprovada pelo conselho de administração da Bienal de Veneza, após proposta do diretor artístico da mostra cinematográfica, Alberto Barbera.

O júri é o responsável por escolher os vencedores dos prêmios do concurso principal do festival, incluindo o cobiçado Leão de Ouro, destinado ao melhor filme.

Em 2026, a presidente do corpo de jurados será Maggie Gyllenhaal, atriz de longas como "Donnie Darko" e "O Sorriso de Mona Lisa", além de diretora de "A Filha Perdida", adaptação do livro homônimo assinado pela misteriosa escritora italiana Elena Ferrante e que rendeu à cineasta o troféu de melhor roteiro no Festival de Veneza de 2021.

Ben Hania é diretora de "A Voz de Hind Rajab", filme sobre a história de uma menina assassinada com a família por Israel durante a recente guerra na Faixa de Gaza e que foi premiado com o Leão de Prata-Grande Prêmio do Júri em Veneza no ano passado. Ela é descrita como dona de uma "das vozes mais marcantes do cinema mundial contemporâneo".

Blumberg, por sua vez, compôs trilhas sonoras para filmes como "O Brutalista", de Brady Corbet (2024) — que rendeu a ele um Oscar e um Bafta —, "Pompeia: Sob as Nuvens", de Gianfranco Rosi (2025), e "O Testamento de Ann Lee", de Mona Fastvold (2025).

Já Casetti é professor de humanidades e estudos de cinema e mídia em Yale e foi docente visitante nas universidades Paris 3 La Sorbonne Nouvelle, de Iowa e Harvard. Também é um dos fundadores da Filmmaker, uma iniciativa de apoio a jovens diretores, em Milão.

Giannoli venceu a Palma de Ouro em Cannes em 1998, com o curta-metragem "L'Interview". Em seguida, escreveu e dirigiu cerca de 10 longas, incluindo "Ilusões Perdidas", ganhador do César de melhor filme em 2022.

Sadat reside em Hamburgo, Alemanha, desde a queda de Cabul, em 2021, e trabalha atualmente em um ambicioso ciclo de cinco longas inspirados no manuscrito autobiográfico inédito de seu amigo e colaborador de longa data, Anwar Hashimi. A primeira parte, "Lobo e Ovelha" (2016), estreou na Quinzena dos Realizadores de Cannes, assim como a segunda, "O Orfanato" (2019). A terceira, "Sem Homens Bons", abriu o Festival de Berlim em 2026 e conta com Sadat e Hashimi nos papéis principais.


Por fim, Johnnie To desenvolveu um trabalho "profundamente enraizado nos mercados cinematográficos locais", mas que "também conquistou ampla aclamação internacional", de acordo com a Bienal de Veneza, que destacou uma "filmografia impressionante e diversificada".