Meloni reafirma apoio à Ucrânia e defende sanções contra Rússia
Premiê da Itália discursou na Câmara dos Deputados antes de cúpula da UE
A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, afirmou que a Europa deve manter seu apoio à Ucrânia e continuar pressionando a Rússia, destacando que seu governo concorda com o mais recente pacote de sanções contra Moscou.
A declaração foi dada nesta quinta-feira (11) durante pronunciamento na Câmara dos Deputados, em Roma, antes da cúpula da União Europeia na próxima semana.
"Apoiamos a defesa da Ucrânia; nossa posição permanece inalterada. Apoiar Kiev e manter a pressão sobre Moscou continua sendo a única maneira de iniciar uma rodada de negociações. É por isso que apoiamos o 20º pacote de sanções europeias", declarou Meloni.
A premiê italiana destacou ainda a necessidade de que a União Europeia identifique "uma figura de autoridade" que represente o bloco em possíveis negociações futuras para pôr fim à guerra na Ucrânia.
Meloni também criticou as ações da Rússia contra a Europa, classificando como "inaceitáveis" as violações do espaço aéreo da UE e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), incluindo incidentes envolvendo alvos civis na Romênia.
Segundo ela, tais ações refletem a "frustração de Moscou" com o impasse no conflito.
Por sua vez, o presidente da Itália, Sergio Mattarella, disse ser apropriado que a União Europeia fale a uma só voz sobre a guerra no território ucraniano. "É muito apropriado que a União Europeia - em relação à Ucrânia e à Rússia - fale a uma só voz", declarou ele, segundo fontes do Palácio do Quirinal.
Paralelamente, Meloni anunciou progressos da Itália em direção à meta de destinar 5% do Produto Interno Bruto (PIB) à defesa e segurança, tema que será levado à cúpula da Otan no próximo mês, na Turquia.
"Estamos prontos para assumir nossas responsabilidades em matéria de defesa e reiteraremos isso na cúpula da Otan, onde a Itália chegará com 2,8% do PIB investido em defesa e segurança", informou Meloni, lembrando que houve um aumento de 0,71%, principalmente devido a gastos relacionados à segurança interna.