Médica italiana testa negativo para Ebola; UE diz estar 'pronta para agir'
Comissão Europeia responderá carta de Meloni 'assim que possível'
O teste para Ebola da médica italiana da organização Médicos Sem Fronteiras deu negativo, confirmou nesta sexta-feira (28) o Ministério da Saúde da Itália em nota.
A mulher retornou ao seu país natal após ter passado pela República Democrática do Congo, um dos focos da doença na África, e ter tido contato com pacientes que testaram positivo.
"Trata-se de uma cirurgiã assintomática, que autorizou a realização do teste, cujo resultado foi negativo", diz o comunicado, acrescentando que o exame foi realizado no "hospital Spallanzani, em Roma, onde a médica encontra-se atualmente em quarentena".
O Ministério da Saúde também frisou "que não há focos de Ebola" na Itália.
Ainda hoje, a primeira-ministra Giorgia Meloni defendeu uma ação coordenada da União Europeia para reforçar a vigilância sanitária diante do avanço do Ebola na República Democrática do Congo e em Uganda.
O pedido foi feito através de uma carta enviada aos presidentes da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, do Conselho Europeu, António Costa, e do Chipre, Nikos Christodoulides, que ocupa atualmente a presidência rotativa do Conselho da União Europeia.
Segundo comunicado divulgado pelo gabinete da premiê, o objetivo é reforçar a vigilância nas fronteiras da União Europeia por meio de regras comuns para controlar chegadas diretas e indiretas provenientes das áreas afetadas, respeitando as competências nacionais na área da saúde.
A UE confirmou que recebeu a carta de Meloni e afirmou que responderá "em tempo oportuno".
"Reiteramos que a proteção da saúde pública é a principal prioridade da Comissão. Estamos acompanhando de perto a evolução da situação, que exige vigilância e coordenação", disse Eva Hrncirova, porta-voz da Comissão Europeia, observando que a UE dispõe de "canais e ferramentas para agir rapidamente" e que está "mobilizando ajuda, recursos logísticos, apoio especializado e instrumentos de segurança sanitária para auxiliar os países afetados e reduzir o risco de novas transmissões".
Hrncirova destacou ainda que os representantes dos Estados-Membros no Comitê de Segurança Sanitária "também discutem regularmente a gestão de viagens provenientes da República Democrática do Congo e do Uganda".
"Na semana passada, o Comitê de Segurança Sanitária, em acordo com os Estados-Membros, emitiu um parecer afirmando que, nesta fase, a medida mais importante a adotar é o rastreio da saída das regiões afetadas", concluiu.