Papa condena punições cruéis e diz que todos têm dignidade
Leão XIV acrescentou que é preciso dizer 'não' ao uso da pena de morte
O papa Leão XIV afirmou nesta sexta-feira (15) que todas as pessoas possuem uma dignidade que deve ser respeitada, incluindo criminosos, e criticou o uso da pena de morte e de "qualquer forma de punição cruel ou degradante".
O pontífice americano participou da segunda conferência internacional da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa sobre combate às drogas e ao crime organizado.
"O respeito pela dignidade intrínseca de cada pessoa, incluindo aqueles que cometeram crimes, exclui o uso da pena de morte, da tortura e de qualquer forma de punição cruel ou degradante. A verdadeira justiça não pode ser alcançada apenas pela punição; tais esforços devem também abranger abordagens marcadas pela perseverança e misericórdia, visando à reabilitação e à plena reintegração dos condenados", disse o religioso.
Robert Francis Prevost acrescentou que essa abordagem multidisciplinar "deve considerar a pessoa humana em sua totalidade, transcendendo medidas puramente repressivas e soluções permissivas, ambas incapazes de libertar os indivíduos das correntes da dependência".
"Nenhuma sociedade verdadeiramente justa pode perdurar a menos que a lei, e não a vontade arbitrária dos indivíduos, permaneça soberana, e a menos que nenhuma pessoa ou grupo, independentemente do poder ou status, possa jamais reivindicar o direito de violar a dignidade e os direitos de outros ou de suas comunidades", comentou.
Por fim, o Papa prestou homenagem "a todos os agentes da lei e membros do sistema judiciário que sacrificaram suas vidas ou sofreram ferimentos no cumprimento corajoso de seus deveres".