EUROPA

UE defende regras para limitar acesso de menores às redes sociais

Ursula von der Leyen alertou para impacto da tecnologia na infância e adolescência

Por Redação ANSA Publicado em 12/05/2026 às 16:08
Presidente da Comissão Europeia participou de cúpula sobre IA ANSA

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, defendeu nesta terça-feira (12) a criação de regras em nível europeu para limitar o acesso de crianças às redes sociais e estabelecer uma idade mínima para o uso dessas plataformas.

Durante discurso na Cúpula Europeia sobre Inteligência Artificial e Crianças, em Copenhague, Von der Leyen afirmou que o avanço acelerado da tecnologia está impactando diretamente a infância e a adolescência.

"Estamos testemunhando a velocidade vertiginosa com que a tecnologia está avançando e como ela está penetrando em todos os aspectos da infância e da adolescência", declarou.

A líder europeia disse que o debate sobre uma idade mínima para acesso às redes sociais "não pode mais ser ignorado" e anunciou que a futura Lei da Equidade Digital da União Europeia deverá enfrentar práticas consideradas prejudiciais nas plataformas digitais.

Segundo Von der Leyen, a legislação irá combater mecanismos de design considerados viciantes, como contratos complexos, estratégias para retenção de atenção e armadilhas de assinatura.

"Na Europa, a segurança deve estar presente desde o início, e não ser adicionada como uma reflexão tardia", afirmou.

A presidente da Comissão Europeia também fez críticas diretas às grandes empresas de tecnologia, defendendo maior proteção às crianças no ambiente digital.

"Crianças não são mercadorias, e nenhuma empresa de tecnologia no mundo deveria ter permissão para tratá-las como tal", declarou. "Não podemos aceitar que as redes sociais sejam projetadas para viciar. Não podemos aceitar que crianças sejam atraídas por conteúdo cada vez mais extremo."

Por fim, Von der Leyen alertou para os riscos do uso indevido de inteligência artificial, mencionando a utilização de imagens de meninas e mulheres em conteúdos sexualizados gerados por IA, e reforçou a posição da União Europeia de ampliar a regulação sobre as plataformas digitais.

"A Europa tem o poder de agir. Nós definimos nossas próprias regras, não as grandes empresas de tecnologia", concluiu.