Netanyahu volta a tribunal para depor em processos de corrupção
Herzog rejeitou indulto a premiê, apesar da pressão de Trump
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, foi convocado pela Justiça para prestar um novo depoimento, nesta terça-feira (28), referente aos processos em que é réu por corrupção.
As informações são da imprensa israelense, que explicaram que o julgamento estava previsto para ser retomado ontem, mas foi cancelado de última hora devido a preocupações com a segurança do premiê, relatadas à Corte por seu advogado, Amit Hadad.
A expectativa é que o depoimento seja retomado de onde o primeiro-ministro parou na última audiência, em 24 de fevereiro.
Conforme lembra o Times of Israel, Netanyahu já depôs 80 vezes e está quase concluindo o interrogatório sobre o Caso 4000, em que é acusado de suborno, fraude e quebra de confiança ao supostamente conceder favores regulatórios que beneficiaram o magnata das telecomunicações Shaul Elovitch, ao mesmo tempo em que teria recebido cobertura favorável em um site de notícias pertencente ao ex-presidente da Bezeq.
Segundo estimativas dos promotores, citadas pelo jornal Haaretz, Netanyahu ainda tem de quatro a oito audiências restantes do Caso 2000, referente a um suposto acordo de troca de favores entre ele e Arnon Mozes, editor do jornal Yedioth Ahronoth.
A retomada dos processos ocorre após o presidente israelense, Isaac Herzog, ter rejeitado no domingo (26) a concessão de indulto a Netanyahu, apesar do pedido oficial do primeiro-ministro e da forte pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o caso.