RESTRIÇÕES

Itália defende restringir produtos de colônias judaicas na Cisjordânia

Tajani acrescentou que apoia sanções da UE contra colonos extremistas

Por Redação ANSA Publicado em 23/04/2026 às 16:52
Tajani acrescentou que apoia sanções da UE contra colonos extremistas © ANSA/AFP

O vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, afirmou que o país é favorável a restrições às importações de produtos provenientes de assentamentos israelenses na Cisjordânia.

Durante uma sessão de perguntas no Senado, o chanceler italiano declarou que a situação na região "não está boa" e revelou que "já deixou claro" que ela precisa mudar.

"A política de assentamentos precisa acabar, assim como a violência dos colonos extremistas.

Gostaria de informar a esta Casa que estamos avaliando positivamente a possibilidade de restrições às importações de produtos fabricados na Cisjordânia ocupada, uma medida que visa atingir as fontes de financiamento das redes de colonos extremistas", disse Tajani.

O ministro acrescentou que "qualquer sugestão de anexação é inaceitável", pois essa medida "mina a perspectiva de uma solução de dois Estados coexistindo em paz e segurança".

"Continuamos a apoiar as sanções europeias aos colonos responsáveis pela violência, inclusive contra as comunidades cristãs. Essas são ações criminosas inaceitáveis que prejudicam qualquer possível solução negociada. Estamos trabalhando com nossos parceiros para garantir que a União Europeia adote novas sanções contra os colonos extremistas nos próximos dias", afirmou.

No início da semana, a Itália ajudou a impedir uma proposta da UE para suspender seu acordo comercial com Israel devido à guerra no Líbano e à situação nos territórios palestinos ocupados, argumentando que seria inadequado atingir a população como um todo e que quaisquer sanções deveriam ser direcionadas.