CONFLITO NO ORIENTE MÉDIO

Marinha italiana prepara missão para atuar no Estreito de Ormuz após guerra

Roma planeja enviar quatro embarcações para remover minas da região

Por Redação ANSA Publicado em 22/04/2026 às 20:50
Roma planeja enviar quatro embarcações para remover minas da região © ANSA/EPA

Marinha da Itália informou nesta quarta-feira (22) que planeja enviar quatro navios para ajudar na desminagem do Estreito de Ormuz assim que a guerra entre Estados Unidos e Irã chegar ao fim.

"O planejamento prudente elaborado pelo Chefe do Estado-Maior da Defesa prevê um grupo de dois caça-minas, com uma unidade de escolta e uma unidade logística, o que nos permitirá estender o período de atuação", afirmou o almirante Giuseppe Berutti Bergotto, chefe do Estado-Maior da Marinha, ao programa Cinque Minuti, da Rai1.

O militar acrescentou que as embarcações italianas não atuarão sozinhas no Estreito de Ormuz, já que uma coalizão internacional deverá ser formada para enviar navios à região. Na Europa, a operação deverá contar com a participação de França, Reino Unido, Holanda e Bélgica.

"Precisamos de um forte envolvimento europeu neste momento para dialogar com Israel, Estados Unidos, Irã e os demais países do Golfo, porque a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz é crucial para nossos países industrializados", afirmou o vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, durante um evento com seu homólogo da Polônia, Radoslaw Sikorski.

Segundo o jornal The Washington Post, o Pentágono informou ao Congresso americano que a remoção das minas no Estreito de Ormuz pode levar ao menos seis meses e dificilmente será concluída antes do fim do conflito no Oriente Médio.

Já o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, descartou a reabertura do estreito enquanto o bloqueio americano aos portos de Teerã continuar, classificando a medida como uma violação do cessar-fogo entre os dois países.

"Um cessar-fogo completo só faz sentido se não for violado por um bloqueio naval. Reabrir o Estreito de Ormuz é impossível enquanto o cessar-fogo for abertamente ignorado", escreveu o iraniano na rede social X.

Paralelamente, Washington prorrogou por um mês a isenção de sanções ao petróleo russo transportado por via marítima, como forma de aliviar a situação da Índia e de outros países mais vulneráveis diante da crise em Ormuz.