EUROPA

Governo da Itália reduz projeções de crescimento da economia

Pessimismo reflete efeitos da guerra no Oriente Médio

Por Redação ANSA Publicado em 22/04/2026 às 10:37
O ministro da Economia da Itália, Giancarlo Giorgetti

O governo da Itália reduziu nesta quarta-feira (22) as projeções de crescimento do produto interno bruto (PIB), na esteira dos efeitos provocados pela guerra no Oriente Médio.

Segundo o Documento de Finanças Públicas (DPF) aprovado pelo Conselho dos Ministros, a economia italiana deve avançar 0,6% em 2026 e em 2027 e 0,8% em 2028.

As estimativas anteriores do governo de Giorgia Meloni para os três anos eram de 0,7%, 0,8% e 0,9%, porém as novas previsões ainda são mais otimistas que as do Fundo Monetário Internacional (FMI), que projeta expansão de 0,5% no PIB do país em 2026 e 2027.

"A premissa natural é que não estamos vivendo em circunstâncias normais, mas sim em circunstâncias totalmente excepcionais e, portanto, as previsões são inevitavelmente questionáveis hoje e, infelizmente, merecerão novas atualizações nas próximas semanas", disse o ministro italiano da Economia, Giancarlo Giorgetti, em coletiva de imprensa após a reunião do governo.

De acordo com ele, o déficit público do país deve ficar em 2,9% do PIB em 2026, em 2,8% em 2027 e em 2,5% em 2028 — as estimativas anteriores eram de 2,8%, 2,6% e 2,3%, respectivamente.

Ainda assim, o indicador deve permanecer abaixo do teto de 3% do PIB fixado pela União Europeia.

A Itália vem pressionando Bruxelas a flexibilizar suas rígidas regras fiscais devido aos efeitos da guerra no Irã, que provocou um choque global nos preços de energia e aumentou a pressão inflacionária.

Segundo Giorgetti, no cenário atual, os países europeus estão agindo como "médicos em um hospital de campanha". "Temos feridos chegando de todos os lados e precisamos tratá-los; não podemos apenas dar aspirina a eles", afirmou.