Roma, berço da civilização ocidental, completa 2.779 anos de existência
Premiê Giorgia Meloni exaltou 'história milenar' da capital italiana
A cidade de Roma, capital da Itália e um dos berços da civilização ocidental, completa nesta terça-feira (21) 2.779 anos de existência.
A data, chamada "Natal de Roma", remete à lenda da fundação da "cidade eterna" por Rômulo, em 21 de abril de 753 a.C.
Para celebrar a ocasião, a Prefeitura preparou uma série de eventos, incluindo show ao vivo e visitas guiadas, em diversos pontos da metrópole milenar, além de lançar uma medalha comemorativa.
"21 de abril é o dia em que Roma celebra seu nascimento, uma história milenar que continua a falar ao mundo hoje através da força de sua identidade", escreveu a premiê Giorgia Meloni, que é romana, no X.
"Roma foi o berço da civilização ocidental, é um museu a céu aberto, é cultura e memória, um patrimônio que continua a inspirar o presente. É a capital da nossa maravilhosa Itália. Feliz Natal de Roma, a Cidade Eterna", acrescentou.
Já o prefeito Roberto Gualtieri aproveitou a ocasião para homenagear o finado papa Francisco, cuja morte completou um ano nesta terça-feira. Ainda me lembro da primeira reunião que tivemos a honra de fazer e das suas palavras sobre a relação excepcional com a capital. Seu magistério de fé, paz e esperança era centrado no valor da fraternidade universal, que nos faz tanta falta nestes tempos difíceis e desafiadores", salientou.
A lenda
Como existem poucas referências históricas e documentais sobre a fundação de Roma, acabou prevalecendo a mitologia. Reza a lenda que Amúlio, irmão do rei de Alba Longa, Numitor, conseguiu dar um golpe e prender o monarca, fazendo a filha deste, Reia Silvia, casta para que o soberano não tivesse uma linha de descendência.
No entanto, Marte, deus romano da guerra, engravida Reia, que dá à luz os gêmeos Rômulo e Remo. Sabendo da existência dos bebês, Amúlio pede para que um empregado os mate, mas este, com pena, joga os dois no rio Tibre e espera que as crianças nunca mais voltem.
Mas elas são resgatadas por uma loba, que cuida dos bebês até que um casal de pastores os encontra. Tempos depois, Remo se envolve em uma briga com vizinhos e acaba preso. Quando Rômulo salva o irmão, descobre sobre sua história e consegue matar Amúlio e salvar Numitor.
Como agradecimento, o avô dos jovens permite que os dois fundem uma cidade às margens do Tibre. Depois de conflitos sobre quem governaria o novo reino, Rômulo acaba matando seu irmão e criando Roma.
A escultura que retrata os irmãos sendo amamentados pela loba, a "Lupa Capitolina", é um dos ícones da capital da Itália e fica em frente à sede da Prefeitura.