VATICANO

Vance agradece a papa Leão XIV por não querer 'debater com Trump'

Governo dos EUA trabalha para aplicar moralidade em mundo caótico, disse

Por Redação ANSA Publicado em 20/04/2026 às 10:45
Leão XIV recebeu Vance no Vaticano em maio de 2025

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, agradeceu ao papa Leão XIV por ter se negado a "discutir" com o chefe de Estado americano, Donald Trump, em meio à crise entre o Vaticano e Washington.

"Sou grato ao papa Leão XIV por ter dito isso. Embora a narrativa da mídia alimente constantemente conflitos — e sim, houve e haverá desacordos reais —, a realidade costuma ser muito mais complexa", escreveu Vance no X no sábado (18).

Segundo o vice de Trump, da mesma forma que Robert Prevost "prega o Evangelho, o que significa que ele expressará suas opiniões sobre as questões morais da atualidade", o presidente americano e todo o seu governo "trabalham para aplicar esses princípios morais em um mundo caótico".

"Ele [o Papa] estará em nossas orações e espero que nós estejamos nas dele", concluiu Vance.

Ainda no sábado, durante o voo de Camarões para Angola, o pontífice esclareceu à imprensa que não tem interesse em "debater" com o presidente dos EUA.

O líder da Igreja Católica explicou que os discursos que tem proferido em sua viagem à África foram preparados com até duas semanas de antecedência, "bem antes de Trump se pronunciar sobre mim e sobre a mensagem de paz que tenho promovido".

"No entanto, isso foi interpretado como se eu estivesse a tentar debater novamente com o presidente [Trump], o que não me interessa de forma alguma", reforçou Leão XIV, acrescentando: "Sigamos a nossa jornada, continuemos a proclamar a mensagem do Evangelho para promover a fraternidade".

No último dia 12, Trump atacou o Papa nas redes sociais, chamando-o de "fraco". O insulto veio após o pontífice pedir o fim da guerra no Irã.

No dia seguinte, em 13 de abril, Prevost, o primeiro líder da Igreja Católica nascido nos EUA, iniciou sua visita ao continente africano ao desembarcar na Argélia.