INTERNACIONAL

Guarda Revolucionária do Irã diz ter atacado porta-aviões; EUA negam

Ao menos 4 mísseis balísticos foram lançados contra o USS Abraham Lincoln

Por Redação ANSA Publicado em 02/03/2026 às 10:30
O porta-aviões Abraham Lincoln tem sido usado pelos EUA para ataques no Irã © ANSA/AFP

O Corpo de Guardas da Revolução Islâmica, principal braço das Forças Armadas do Irã, afirmou ter atacado neste domingo (1º) o porta-aviões americano USS Abraham Lincoln, que está estacionado no Golfo Pérsico, com quatro mísseis balísticos, informação negada pelos Estados Unidos.

A ação foi uma represália pelos bombardeios dos EUA e de Israel contra o Irã, que culminaram na morte do guia supremo Ali Khamenei, que controlava o país desde 1989.

"O porta-aviões Abraham Lincoln foi atingido por quatro mísseis balísticos", afirmou a Guarda Revolucionária em uma declaração divulgada pela imprensa local.

"A terra e o mar se tornarão cada vez mais o cemitério dos agressores terroristas", acrescentou.

Esse grupo é o braço ideológico das Forças Armadas iranianas e o responsável por proteger o regime teocrático instaurado pela Revolução Islâmica de 1979.

Khamenei era o comandante-em-chefe da Guarda Revolucionária, que prometeu uma "punição severa, decisiva e dolorosa" contra os "assassinos" do guia supremo. "A operação ofensiva mais feroz da história das Forças Armadas da República Islâmica do Irã começará a qualquer momento", disse a Guarda Revolucionária após a morte do aiatolá.

Já o Comando Central dos EUA (Centcom) negou que o USS Abraham Lincoln tenha sido atingido. "Os mísseis lançados nem sequer chegaram perto. O Lincoln continua a lançar aeronaves em apoio à campanha implacável do Centcom para defender o povo americano, eliminando as ameaças do regime iraniano", diz um comunicado.