Mattarella visita cidade atingida por forte deslizamento no sul da Itália
Presidente fez questão de ir a Niscemi durante viagem agendada à Sicília
O presidente da Itália, Sergio Mattarella, fez questão de visitar Niscemi, cidade siciliana que sofreu um grave deslizamento de terra após uma tempestade, durante uma visita programada a Palermo, capital da região, nesta segunda-feira (23).
"Estamos aqui e seguimos trabalhando por Niscemi", disse Mattarella ao arquiteto Roberto Palumbo, que perdeu sua residência no desabamento.
O chefe de Estado, que sobrevoou a área atingida, foi recebido com aplausos pela população local e conversou com diversos moradores.
"Entendo as dificuldades nestas condições.
A vida de vocês estava aqui. Por isso vim à cidade para demonstrar que o apoio se mantém forte", falou Mattarella. Já Palumbo confessou: "Não esperava que ele fosse passar por aqui".
Durante sua visita a Niscemi, o presidente esteve no complexo "Mario Gori", que abriga as escolas "Giovanni Verga" e "M.L.Salerno" e foi parcialmente atingido pelo deslizamento.
"Ele nos trouxe esperança. Estava muito disponível e transmitiu uma sensação de calma", contou a diretora do colégio Verga, Anna Maria Alesci.
A diretora da escola Salerno, Lucia Salerno, acrescentou que Mattarella "quis visitar as salas de aula e foi muito gentil, mostrando-se disposto a estar com as crianças que perderam a escola e, em alguns casos, seus lares".
De acordo com o prefeito de Niscemi, Massimiliano Conti, o presidente "quis ver com seus próprios olhos a tragédia do deslizamento".
Conti, que acompanhou Mattarella pela cidade, revelou que ele pediu ao governo municipal para "trabalhar, trabalhar, trabalhar, principalmente pelos jovens".
De sua parte, o governador da Sicília, Renato Schifani, afirmou estar satisfeito com a ida do presidente ao local.
"Agradeço ao chefe de Estado por sua presença, que demonstra a proximidade e a solidariedade do país com uma comunidade determinada a reagir e a se recuperar após uma catástrofe sem precedentes", declarou Schifani.
No fim de janeiro, um desmoronamento no planalto que sustenta a cidade de Niscemi abriu um precipício de quatro quilômetros de extensão e até 20 metros de altura, forçando a evacuação de mais de 1,3 mil pessoas, muitas das quais não poderão voltar para casa.
O fenômeno ocorreu em meio a uma das tantas tempestades que afetaram a Sicília e outras regiões do sul da Itália durante a passagem do ciclone Harry.
Na semana passada, a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, também esteve na localidade e prometeu 150 milhões de euros (R$ 930 milhões) para os esforços de reconstrução no município de quase 30 mil habitantes.